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Verde / Sustentável

Sanesul é avaliada positivamente por 87,54% dos usuários, aponta pesquisa de resultado

Renato Marcílio ressalta que a missão da empresa está diretamente alinhada à visão do governador Eduardo Riedel.

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Uma pesquisa realizada pelo IPR (Instituto de Pesquisa Resultado) revela que a Sanesul, responsável pelo fornecimento de água e tratamento de esgoto em 68 municípios de Mato Grosso do Sul, obteve uma avaliação amplamente positiva por parte de seus usuários.

O levantamento, conduzido entre os dias 27 de julho e 3 de agosto de 2024, entrevistou 2.400 pessoas em 21 cidades do Estado, incluindo Aquidauana, Miranda, Terenos, Corumbá, Dourados e Três Lagoas. Segundo os dados, 87,54% dos entrevistados consideram que a empresa presta um serviço de qualidade, enquanto 9,50% discordam e 2,96% preferiram não opinar.

Além disso, o estudo detalha que 30,46% dos entrevistados avaliam o serviço da Sanesul como “ótimo” e 49,21% o classificam como “bom”, perfazendo um total de quase 80% de aprovação. Apenas 2,63% consideram o serviço ruim e 1,63% o avaliaram como péssimo, enquanto uma parcela mínima de 0,92% posicionou a empresa “abaixo de péssimo”.

Com uma margem de erro de 2,0 pontos percentuais e um intervalo de confiança de 95%, a pesquisa do IPR oferece um panorama detalhado da percepção dos consumidores sobre a atuação da Sanesul. Os resultados mostram que, apesar de alguns desafios, a empresa mantém uma avaliação amplamente positiva, consolidando sua imagem junto aos usuários.

A Sanesul se destaca nacionalmente pelo nível de excelência de sua gestão, sendo classificada entre as cinco melhores companhias públicas de saneamento do Brasil.

Esse reconhecimento é fruto de investimentos contínuos em infraestrutura, modernização dos serviços e programas de conscientização ambiental, além do foco em ampliar o acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário em todas as regiões onde atua.

Com operações eficientes e alinhadas às necessidades locais, a empresa tem conquistado o respeito e a confiança dos usuários, refletido nos altos índices de aprovação registrados na pesquisa do IPR. O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, reforça o compromisso da companhia com a universalização dos serviços de saneamento e a qualidade do atendimento à população.

“Nosso objetivo é garantir que todos os municípios atendidos pela Sanesul tenham acesso a serviços de alta qualidade, sempre buscando a eficiência e a inovação. O reconhecimento como uma das melhores empresas públicas do país é resultado do empenho de toda a nossa equipe em oferecer soluções que transformam a vida das pessoas e o futuro das cidades”, destacou o dirigente.

Renato Marcílio ressalta que a missão da empresa está diretamente alinhada à visão do governador Eduardo Riedel.

“O governador Riedel tem como prioridade garantir que todas as regiões do Estado tenham acesso a serviços de qualidade. Seu compromisso é transformar o Mato Grosso do Sul em um exemplo de eficiência no saneamento, e estamos trabalhando incansavelmente para cumprir essa meta. O apoio do governo tem sido fundamental para nossos avanços, tanto em infraestrutura quanto na melhoria da gestão”, afirmou.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Verde / Sustentável

MS tem 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas que podem ser recuperadas, ampliando a produção

A pretensão também é que seja realizada a recuperação e conversão de até 40 milhões de hectares de pastagens no período de dez anos.

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Mato Grosso do Sul possui 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas que são passíveis de recuperação do ponto de vista econômico, abrangendo 38 mil imóveis. Os dados foram apresentados nesta semana em reunião do comitê gestor do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD) que contou com a participação da equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O PNCPD foi criado pelo Governo federal em dezembro do ano passado, e tem como objetivo promover e coordenar políticas públicas destinadas à conservação de pastagens degradadas em sistemas sustentáveis que visam fomentar boas práticas agropecuárias que levem à captura de carbono.

A pretensão também é que seja realizada a recuperação e conversão de até 40 milhões de hectares de pastagens no período de dez anos.

O programa considera pastagens degradadas aquelas resultantes do processo evolutivo de perda de vigor, produtividade e capacidade de recuperação natural. Essas pastagens são incapazes de sustentar os níveis de produção e a qualidade exigida pelos animais. Além disso, culmina com a degradação avançada dos recursos naturais, em razão de manejos inadequados.

O titular da Semadesc, Jaime Verruck explica que o PNCPD é uma iniciativa importante para o desenvolvimento sustentável do Brasil. “O programa vai contribuir para a recuperação do meio ambiente, para a conservação dos solos e da água, além de aumentar a produtividade da pecuária”, sinalizou.

Com a conversão de pastagens de baixa produtividade em áreas agricultáveis, a área de produção de alimentos no Brasil sem desmatamento pode praticamente dobrar. Com isso, evita-se a expansão sobre áreas de vegetação nativa.

No Estado, segundo Verruck, existem 12 milhões de hectares de pastagens degradadas, sendo 4,7 milhões que poderão ser trabalhados com algum tipo de atividade, seja agricultura, pecuária, sistemas agroflorestais, ou silvicultura.

Ele relembra que a recuperação de áreas degradadas passou a ser programa de governo desde 1999. A partir de então, houve a conversão de 4 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas destinadas à agricultura, sistemas de floresta plantada, lavouras de cana-de-açúcar e outras ocupações.

O Plano Estadual tem meta definida para recuperar 1.167 milhão de hectares de pastagens degradadas no período de 2020-2030, independente de ações do Governo Federal e de iniciativas dos próprios produtores rurais, que dispõem de linhas de crédito do Plano Safra e de outros fundos para investir em projetos dessa natureza.

Secretário e superintendentes do Ministerio da Agricultura em MS e Desenvolvimento Agrário durante a apresentação do programa nacional de recuperação

Alternativas para incrementar produção

O secretário Jaime Verruck enfatiza que o programa federal é um reforço e busca as melhores alternativas para a recuperação de pastagens degradadas com base em inúmeros critérios técnicos.destaque1

“O estudo avalia as áreas em quesitos como solo, déficit hídrico, altitude, declividade e aptidão agrícola. Então, esse foi o grande avanço do estudo. Eles estratificaram essas pastagens degradadas no Estado e vamos trabalhar neste objeto de ação. Então nossa meta é recuperar 4,7 milhões de pastagens, que são de grau, médio e baixo de degradação”, pontuou.

De acordo com Verruck, as ações serão feitas nestas áreas pelo fato de terem maior viabilidade de recuperação. “Temos mais de 12 milhões de hectares degradados. Mas o que apresenta o conjunto de capacidade de conversão, do seu ponto de vista econômico, são 4,7 milhões. Então, o foco nosso de planejamento de ação vai ser em cima deste montante”, complementou.

O levantamento mostra quais são as propriedades inseridas neste contexto e o que pode ser feito nestas áreas. Na agricultura, o mapa aponta que dos 4,7 milhões de ha, 600 mil hectares poderiam ser destinados a soja; 3,7 milhões de ha para a intensificação da pecuária de corte; 1,3 milhão de ha para a intensificação da pecuária leiteira; 1,6 milhão de ha de conversão para a silvicultura; e 26 mil hectares para conversão para SAF (sistemas agroflorestais).

Nestes recortes, um dado que chama a atenção, segundo Jaime Verruck, é o potencial de conversão que poderia envolver a agricultura familiar.

“Foi identificado uma capacidade de desenvolvimento de sistemas agroflorestais em 217 mil hectares em assentamentos. Vale lembrar que isso reforça o Programa de Agricultura de Baixo Carbono na Agricultura Familiar, criado pelo Governo do Estado, que visa exatamente atender isso. Estamos trabalhando com 2 mil hectares, que podem chegar a 217 mil como aptidão”, frisou Verruck.

Recursos

O Programa também objetiva incentivar as instituições financeiras e o mercado de capitais a viabilizar soluções financeiras para a implementação e a sustentabilidade do PNCPD. Neste sentido, o secretário ressalta que ainda existe um longo caminho pela frente para ampliar a oferta de financiamento.

“Acho que com esse projeto, definimos qual é o caminho da expansão agrícola e pecuária do Estado. Qual é o caminho que nós a curto prazo vamos tomar. Esse é o primeiro ponto. O segundo, que esse estudo, ele tem que servir ao Brasil para buscar recursos, já que o processo de recuperação exige investimentos do produtor rural e hoje o Brasil necessita de linhas mais amplas e específicas para este fim”.

O secretário lembra que hoje no Brasil não existem linhas de financiamento de longo prazo para investimento e recuperação de pastagens.

“Temos apenas linhas de custeio para recuperação e elas não são suficientes. Por isso acredito que precisamos buscar uma proposta do Brasil de sustentabilidade, de recuperação de áreas degradadas. Sem usar o desmatamento. Nós temos que ir ao mercado internacional buscar linhas competitivas. Isso quer dizer maior prazo e juros baixos. Então nós temos todas as possibilidades de consolidar isso, desde que o Brasil tenha competência de trazer linhas de financiamento com taxa de juros baixas. Precisamos ter uma estratégia adequada para isso. Essa é uma questão fundamental”, concluiu.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Verde / Sustentável

Governo de MS lança sistema CarbonControl para gerenciamento de emissões de gases de efeito estufa

Ao final do processo, as empresas recebem um relatório completo, permitindo ajustes estratégicos para reduzir emissões e adotar práticas mais sustentáveis.

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O Governo do Estado, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), se prepara para lançar em breve o sistema CarbonControl, uma plataforma digital inovadora voltada para o gerenciamento de emissões e remoções de Gases de Efeito Estufa (GEE).

Com o objetivo de otimizar o registro de inventários de emissões e o cálculo do balanço de carbono, o CarbonControl promete oferecer mais agilidade e eficiência para empresas e indivíduos que realizam atividades com impacto ambiental.

Essa nova ferramenta surge em resposta à regulamentação da resolução da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciencia, Tecnologia e Inovação) que estabelece diretrizes para o Registro Público Voluntário de Emissões Anuais de GEE.

Este evento contará com a presença de diretores e técnicos do Imasul e diversas autoridades locaisEstarão presentes também representantes do segmento ambiental, indústrias e da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul).

O CarbonControl será um instrumento fundamental para consolidar dados sobre o controle de emissões no estado, automatizando o envio de informações e facilitando a análise técnica de inventários ambientais, tanto voluntários quanto obrigatórios para o processo de licenciamento ambiental.

Quem deve utilizar o CarbonControl?

O sistema será obrigatório para todas as pessoas físicas e jurídicas cujas atividades gerem emissões ou remoções de GEE. Isso inclui registros obrigatórios, ligados ao licenciamento ambiental, e também registros voluntários para empreendimentos que buscam melhorar suas práticas sustentáveis.

As atividades monitoradas abrangem tanto operações rurais, relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural de Mato Grosso do Sul (CARMS), quanto urbanas, não vinculadas ao CARMS.

De acordo com André Borges, diretor-presidente do Imasul, o CarbonControl representa um avanço tecnológico significativo. “Este sistema traz mais modernidade aos nossos processos e oferece mais transparência e eficiência na gestão ambiental, consolidando Mato Grosso do Sul como um estado que valoriza o desenvolvimento sustentável”.

Fontes de emissão monitoradas

O sistema CarbonControl abrange diversas fontes de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), com foco inicial. Entre as principais categorias monitoradas estão a combustão estacionária, que gera emissões a partir da queima de combustíveis em instalações fixas, como usinas e caldeiras, com destaque para dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O).

A combustão móvel, por sua vez, refere-se às emissões provenientes de veículos em movimento, como automóveis e caminhões, devido à queima de combustíveis como gasolina e diesel. O sistema também monitora emissões fugitivas, que são vazamentos acidentais de gases, como o metano, em sistemas de refrigeração ou gasodutos.

No setor industrial, são acompanhadas emissões resultantes de reações químicas não associadas à combustão, como na produção de cimento ou fundição de metais. Já nas operações agrícolas, o foco recai sobre as emissões geradas pelo uso de fertilizantes e pela fermentação entérica em animais. Além disso, o CarbonControl monitora as emissões decorrentes de mudanças no uso do solo, como o desmatamento ou a conversão de áreas naturais para fins agrícolas.

O sistema também monitora emissões associadas ao tratamento de resíduos sólidos e efluentes líquidos, como compostagem e aterros sanitários.

Integração com o Cadastro Ambiental Rural

Para as atividades ligadas ao Cadastro Ambiental Rural (CARMS), o sistema CarbonControl fará uma integração direta com os inventários reportados. Isso garante que os dados fornecidos estejam em conformidade com os padrões estabelecidos pelo GHG Protocol Brasil, utilizado amplamente no cálculo de emissões e remoções de GEE.

Existem dois tipos principais de inventários que poderão ser registrados no sistema: Vinculados ao CARMS, que abrange atividades em propriedades rurais e não vinculados ao CARMS, que  relacionam-se a atividades urbanas, fora do cadastro rural.

Balanço de carbono

O CarbonControl gera um relatório detalhado do balanço de emissões e remoções de carbono (CO2e). As remoções de carbono, entretanto, devem ser calculadas por técnicos responsáveis e posteriormente inseridas na plataforma. Os fatores de remoção utilizados devem seguir as normas publicadas pelo Imasul e pela Semadesc.

Ao final do processo, as empresas recebem um relatório completo, permitindo ajustes estratégicos para reduzir emissões e adotar práticas mais sustentáveis.

Avanços na gestão ambiental

O lançamento do CarbonControl marca um avanço significativo na gestão ambiental de Mato Grosso do Sul, consolidando o compromisso do estado no combate às mudanças climáticas. Além de aumentar a transparência no monitoramento das emissões de GEE, o sistema incentiva as empresas a adotarem práticas alinhadas com os compromissos globais de sustentabilidade.

Essa plataforma moderna e acessível fortalece a liderança do Imasul na preservação ambiental e contribui para um futuro mais sustentável, beneficiando as próximas gerações.

“O Imasul lançou um novo sistema que combina o controle GEE com o potencial de retenção de carbono no solo e na vegetação. Esse sistema valoriza as áreas preservadas, como o Pantanal e o Cerrado, além das práticas agrícolas sustentáveis no estado. Com ele, as empresas podem calcular tanto as emissões quanto as retenções de carbono, mesmo que a inclusão de retenções seja voluntária. O objetivo é equilibrar esses fatores, incentivando a redução de emissões e reforçando a meta do estado de se tornar Carbono Neutro até 2030”, comentou o técnico ambiental Romulo.

COP28

Durante a COP 28, realizada em Dubai, os representantes do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) apresentaram o inovador sistema Carbon Control. Essa ferramenta foi oficialmente lançada pelo diretor-presidente do Imasul, André Borges, juntamente com o secretário Jaime Verruck, da Semadesc. O objetivo monitorar e gerenciar (GEE), sendo uma peça-chave na estratégia do governo estadual para alcançar a meta de Estado Carbono Neutro até 2030.

O sistema usa tecnologias avançadas para fornecer uma base padronizada e confiável de dados sobre as emissões, permitindo uma gestão ambiental mais eficiente. Essa iniciativa faz parte do plano de Mato Grosso do Sul para se tornar um estado Verde, Próspero, Inclusivo e Digital, pilares do governo de Eduardo Riedel, e foi apresentada na COP 28 como um exemplo de inovação e compromisso com a sustentabilidade global.

Desmatamento

As participações do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul na COP 28, têm sido fundamentais para que o estado avance em sua meta de se tornar Carbono Neutro até 2030. No entanto, além desse compromisso, outras questões importantes também foram destacadas durante os debates, como o combate ao desmatamento ilegal.

Foi reforçado na COP que, além da redução das emissões de gases de efeito estufa, é essencial focar no controle rigoroso do desmatamento ilegal, uma questão crítica para a preservação ambiental. Nesse contexto, o Estado já lançou um sistema digital inovador para monitorar e coibir qualquer tipo de desmatamento ilegal em seu território.

Outro ponto crucial abordado foi o impacto das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, que também contribuem significativamente para a redução das emissões. O Estado tem obtido importantes resultados na redução das emissões, tanto por meio do combate ao desmatamento quanto pela prevenção de incêndios, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a preservação da biodiversidade.

Esses esforços demonstram que, além de buscar a neutralidade de carbono, o estado está engajado em uma agenda ambiental mais ampla, envolvendo a proteção de florestas e o uso de tecnologias avançadas para garantir uma gestão ambiental eficaz.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Reflorestamento na nascente do córrego Joaquim Português já apresenta resultados expressivos

Atualmente, a área restaurada apresenta sinais claros de revitalização, com diversas árvores plantadas começando a florescer pela primeira vez.

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Após décadas de degradação, a nascente do córrego Joaquim Português, localizada no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, sofreu um intenso processo de erosão que comprometeu tanto a área da nascente quanto o Lago Maior, um dos principais pontos turísticos da cidade.

A erosão e o escoamento de sedimentos prejudicaram gravemente a fauna e flora locais, agravando o problema de assoreamento do lago, que fica cerca de dois quilômetros abaixo da nascente. Contudo, o projeto de reflorestamento conduzido pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) tem gerado resultados impressionantes.

Atualmente, a área restaurada apresenta sinais claros de revitalização, com diversas árvores plantadas começando a florescer pela primeira vez. Esse marco demonstra que as medidas de recuperação implementadas foram eficazes e que a vegetação local está retomando seu curso natural, indicando um futuro promissor para o ecossistema do local.

No projeto de reflorestamento na nascente do córrego Joaquim Português, foram plantadas espécies nativas do Cerrado, como angico branco, angico preto, ipê amarelo, ipê branco, ipê rosa, ipê roxo, jacarandá mimoso, manduvi, pindo e ingá.

Esse cuidado na escolha das espécies teve como objetivo não apenas restaurar a vegetação, mas também garantir que ela fosse compatível com as condições climáticas e do solo da região.

Algumas dessas árvores já estão florescendo, o que é um sinal claro da adaptação das plantas e do sucesso da intervenção ambiental. A floração precoce é uma evidência de que o ecossistema está voltando ao equilíbrio, pois essas árvores começam a cumprir seu papel ecológico, fornecendo sombra, abrigo e alimento para a fauna local.

O projeto de recuperação, que contou com um investimento de R$ 4.765.214,44, oriundos de compensação ambiental, foi fundamental para a reabilitação da nascente.

Entre as principais intervenções, destaca-se a reversão da tubulação de águas pluviais para uma bacia de contenção no outro lado da Avenida do Poeta, além da reconformação dos taludes que haviam sido gravemente erodidos.

Redução dos sedimentos

A quantidade de sedimentos que antes era arrastada para o Lago Maior do Parque das Nações Indígenas tem diminuído progressivamente desde o início do projeto de reflorestamento e recuperação da nascente do Córrego Joaquim Português. Essa redução é um dos indicativos mais expressivos da eficácia das medidas adotadas.

Os lagos de contenção de sedimentos, construídos estrategicamente ao longo do curso d’água, estão desempenhando um papel crucial nesse processo. Localizados abaixo da área de intervenção, esses lagos atuam como barreiras para o excesso de material que antes descia com a enxurrada.

Antes da implementação do projeto, esses reservatórios enchiam rapidamente após eventos de chuva intensa, exigindo constantes ações de limpeza e manutenção para evitar transbordamentos e novos impactos ambientais no Lago Maior.

No entanto, após as obras de contenção e a recuperação dos taludes e da vegetação, o volume de sedimentos carreados foi substancialmente reduzido. Agora, os lagos de contenção estão levando muito mais tempo para encher suas caixas de retenção, o que demonstra que a erosão na nascente foi significativamente controlada e que o solo da área recuperada está mais estável e protegido.

Essa mudança se deve em grande parte às ações de recomposição vegetal e à instalação de sistemas de drenagem e dissipadores de energia, que controlam o fluxo de água da chuva e reduzem o impacto erosivo nas encostas. Com a vegetação reestabelecida e as raízes das plantas ajudando a fixar o solo, o volume de material solto diminuiu consideravelmente, interrompendo o ciclo de degradação que vinha ocorrendo na área.

“A maior eficiência dos lagos de contenção é, portanto, um reflexo direto da assertividade das intervenções realizadas. O projeto de recuperação ambiental não apenas restaurou a nascente e estabilizou a região erodida, mas também garantiu que os efeitos da erosão fossem mitigados de maneira sustentável, preservando tanto o ecossistema do Lago Maior quanto o equilíbrio do entorno”, explicou Thais Caramori, diretora de Desenvolvimento do Imasul.

Esse controle mais eficaz dos sedimentos é um dos sinais de que a área está se recuperando de forma sólida, resultando em benefícios de longo prazo para a preservação do meio ambiente local e a qualidade das águas.

Desassoreamento e reflorestamento

Desde o início, em 2003, um processo erosivo significativo se manifestou na região, provocando mudanças drásticas na paisagem e afetando o ecossistema local por décadas. Este fenômeno erosivo teve suas raízes em uma combinação de fatores.

À medida que o tempo passou, as consequências desse processo se tornaram cada vez mais evidentes. A erosão não apenas desnudou o solo fértil, mas também alterou a topografia da região, criando ravinas e desfiladeiros que anteriormente não existiam.

A erosão, que se intensificou com o avanço da urbanização ao redor, abriu uma enorme cratera com aproximadamente 140 metros de comprimento, 40 metros de largura em alguns pontos e até 6 metros de profundidade. Uma das medidas mais significativas do projeto foi a remoção de 140 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados no Lago Maior, obra realizada em parceria com a Prefeitura de Campo Grande.

O desassoreamento, com um custo de R$ 1,5 milhão, permitiu que o ecossistema aquático se equilibrasse, criando condições mais favoráveis para a fauna local.

Além da recuperação da nascente, foram plantadas 700 mudas de árvores nativas, como jacarandás, essenciais para a recomposição da vegetação da área erodida. As espécies foram criteriosamente escolhidas para se adaptarem ao solo e às condições climáticas da região, acelerando o processo de recuperação.

No início do projeto de reflorestamento na nascente do Córrego Joaquim Português, foram plantadas mais de 700 mudas de espécies nativas do Cerrado. Contudo, devido a fatores ambientais adversos, houve uma perda de aproximadamente 20% dessas mudas. Para compensar essa perda, foram realizadas novas plantações, incluindo 150 mudas de angicos, ipês, copaíba e cumbaru, fortalecendo o processo de recuperação da área.

Entre os desafios contínuos enfrentados na restauração está o controle de plantas invasoras, como a braquiária e o colonião, que competem por recursos e espaço com as mudas nativas. Além disso, as longas estiagens que vêm ocorrendo desde 2023 agravam a situação, dificultando o desenvolvimento saudável das plantas.

Para mitigar esses impactos, medidas estratégicas foram adotadas. Uma delas foi a manutenção de plantas pioneiras como o fedegoso gigante e a mimosa dormideira, que são essenciais para fornecer sombreamento às mudas mais jovens, protegendo-as do sol intenso e criando um ambiente mais favorável para seu crescimento.

Além disso, o uso de material orgânico, como restos de coco verde e bagaço de cana, tem sido fundamental para manter a umidade do solo, garantindo que as mudas possam se desenvolver com melhores chances de sobrevivência, mesmo em períodos de seca. Essas técnicas ajudam a conservar a água no solo e oferecem suporte adicional para a vegetação em recuperação, reforçando o sucesso a longo prazo do projeto de reflorestamento.

A restauração da nascente do Córrego Joaquim Português faz parte de um esforço contínuo para solucionar, de forma definitiva, o problema do assoreamento que há anos afeta o lago maior dentro do Parque das Nações Indígenas.

“Além da recuperação da flora, também estamos notando o retorno da fauna. Já encontramos animais como cobras, antas, quatis e várias espécies de pássaros. Estamos utilizando técnicas de nucleação para auxiliar no processo, e também aproveitando doações de bagaço de cana para ajudar na retenção de umidade nas mudas. Além disso, temos utilizado cocos secos e verdes para combater formigas, que preferem atacar a popa que fica dos cocos em vez das folhas das mudas”, explicou Adriana Damião, fiscal ambiental do Imasul.

Adriana explicou também que algumas pessoas acham que algumas plantas que estão no local, morreram, mas isso não é. “Os fedegosos gigantes, que foram pioneiros nesse processo, ajudaram a fornecer sombra para as mudas que agora estão se desenvolvendo”, conclui. A manutenção no local é realizada duas vezes na semana.

Reaproveitamento

A equipe de manutenção da área utiliza cascas de coco, recurso abundante e biodegradável que vendedores da região inutilizam, após extrair a água, que possui excelentes propriedades de retenção de água no solo.

Ao serem aplicadas na superfície, elas formam uma camada protetora que reduz a evaporação da umidade, mantendo a terra mais fresca e úmida por períodos mais longos. Além disso, as cascas de coco também contribuem para a aeração do solo, permitindo que as raízes das plantas respiram adequadamente.

O bagaço de cana, por sua vez, frequentemente também subestimado, mas que possui um valor agronômico significativo. Ao ser incorporado ao solo ou utilizado como cobertura, o bagaço de cana não só ajuda a reter a umidade, mas também melhora a estrutura do solo, aumentando sua fertilidade. A decomposição do bagaço fornece nutrientes essenciais às plantas, favorecendo seu crescimento e desenvolvimento.

Proteção ambiental e resultados duradouros

Esse projeto faz parte de uma série de ações voltadas para a revitalização e proteção do Parque do Prosa, uma unidade de conservação vital para Campo Grande. O diretor-presidente do Imasul, André Borges, enfatizou que a conclusão desse projeto é um exemplo claro do compromisso do Instituto com a sustentabilidade.

“Esse projeto não apenas resolve um grave problema ambiental, mas também reafirma nosso compromisso com a proteção e restauração das áreas verdes da cidade”, afirmou.

A iniciativa bem-sucedida demonstra como ações planejadas e coordenadas podem reverter processos de degradação ambiental, protegendo unidades de conservação dos impactos da urbanização desordenada.

O sucesso do projeto reforça a importância da integração entre o poder público e os órgãos ambientais para garantir um futuro mais sustentável e equilibrado para as próximas gerações.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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