Incentivo e reconhecimento. Com este lema o Governo do Mato Grosso do Sul homenageou os atletas paralímpicos do Estado, que foram destaques nos Jogos de Paris. Durante a solenidade o governador Eduardo Riedel reafirmou o compromisso e apoio com aqueles que se dedicam e dão orgulho ao povo sul-mato-grossense.
Os atletas do Estado conquistaram cinco medalhas para o Brasil, colocando o País entre as cinco maiores potências mundiais dos Jogos Paralímpicos. O Governo do Estado fez sua parte contribuindo com a preparação e treinamentos dos atletas, incentivando através dos programas Bolsa-Atleta e Bolsa-Técnico.
Na solenidade foram homenageados os campeões paralímpicos Yeltsin Jacques (atletismo) e Fernando Rufino (canoagem), Kelly Kethyllin Victório (judô), que ficou na quarta colocação da sua categoria, além de Anne Talitha Silva (auxiliar-técnica de judô) e Guilherme Ademilson dos Anjos (guia do Yeltsin).
Kelly Kethyllin Victório
Yeltsin Jacques
Todos eles ganharam um autorretrato personalizado, com imagem da participação deles nos Jogos de Paris. Aos deficientes visuais a peça foi feita alto-relevo. Antes de começar o discurso o governador fez questão de fazer a sua autodescrição, assim como de todas as autoridades que estavam no evento.
“Para nós é um orgulho muito grande. Imagino como é a emoção de ganhar uma medalha olímpica. A hora que toca o hino do Brasil e levanta a bandeira nós vimos o Mato Grosso do Sul ali representado. O maior legado que eles deixam para nós é a inspiração para uma geração nova, uma mensagem que com esforço e dedicação pode chegar lá”, afirmou o governador.
Riedel destacou que estes grandes resultados só aumentam a responsabilidade do Estado para oferecer políticas públicas eficientes ao esporte em geral e paralímpico. “Momento agora é de agradecimento a trajetória de todos que representaram o Estado. Eles conquistaram ouro, prata, bronze e posições de destaque nos Jogos. Um grande exemplo para toda sociedade”.
O secretário estadual de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, destacou que o Estado tem carinho e um olhar especial ao paradesporto. “Estou muito emocionado em fazer parte deste ato, porque os parceiros sabem a luta que foi para todos chegarem até aqui e conquistarem seus objetivos com muito talento e dedicação. Um orgulho a todos nós”.
Fernando Rufino
Guilherme Ademilson e Yeltsin Jacques
Colhendo os frutos
Um dos homenageados foi Yeltsin Jacques, que nos Jogos Paralímpicos de Paris ganhou mais duas medalhas, ouro na corrida de 1500 metros e bronze nos 5 mil metros, na classe T11. Ele se tornou-se bicampeão paralímpico (1.500), superando o recorde mundial, que ele mesmo estabeleceu na disputa de Tóquio-2020.
“Tenho que agradecer a todos que me ajudaram durante este caminho. Estas conquistas são frutos do trabalho, que foi feito a longo prazo. Os incentivos são importantes para nos prepararmos bem para as provas e competições, como o apoio do Governo do Estado com o Bolsa-Atleta, que recebemos desde 2015. Agora é trazer as novas gerações, porque o sarrafo só vem aumentando. Expectativa é quebrar todos os recordes em Los Angeles”.
Fernando Rufino, o “Cowboy de Aço”, também foi um dos homenageados. Ele faturou em Paris a sua segunda medalha de ouro na paracanoagem, na prova de 200 metros da classe VL2. Ele também bateu o recorde da sua modalidade, representando muito bem Mato Grosso do Sul e o Brasil.
“Cada campeonato é diferente e este de Paris foi muito mais disputado. Quando mais se investe, mais a gente se prepara e se qualifica. Tenho que agradecer ao Governo do Estado por estar me abraçando desde Tóquio. E agora já estamos falando em Los Angeles. Este apoio é primordial, o nível está cada vez mais alto, decidido por detalhes. A preparação, alimentação e cuidado faz a diferença”.
Atletas da Paralimpíadas Escolares de MS
De olho no futuro, cinco atletas (atletismo e judô) que participaram das Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul estiveram no evento, conhecendo seus ídolos de perto para que sirvam de exemplo e referência.
Os atletas paralímpicos Débora Benevides (5° lugar na canoagem), Paulo Henrique dos Reis (bronze do atletismo), Gabriela Mendonça (6° lugar no atletismo) e Érika Cheres Zoaga (prata no judô) não puderam comparecer na solenidade, mas vão receber as devidas homenagens em outra oportunidade.
Também participaram do evento os secretários Rodrigo Perez (Segov) e Viviane Luiza (Cidadania), o deputado estadual Paulo Corrêa, a primeira-dama Mônica Riedel e a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Telma Nantes.
Disputas de voleibol acontecerão na quadra do complexo esportivo Jorjão. Foto: A. Frota
A Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes de Dourados (Funed), dá início nesta segunda-feira (24) aos Jogos Abertos de Dourados (JADs) 2026. A abertura das competições será marcada por partidas de futsal e vôlei, que acontecem simultaneamente, a partir das 19h, em dois espaços esportivos da cidade.
No Ginásio Municipal de Esportes Ulysses Guimarães, o futsal terá três confrontos na primeira rodada. Almeida Futsal enfrenta o Floriana Lopes; A.S. Maxwell encara o Pelotão F.C.; e UFD – União Futsal joga contra o AFC – Alvinegos.
As disputas de vôlei serão no Complexo Esportivo Jorge Antônio Salomão, o Jorjão. Pelo masculino, entram em quadra Skill Sub 19 e Águias Sub 21, além de SMB Green e Águias Master. No feminino, os confrontos serão entre Aquafil e Skill Sports e entre La Liga e Mercado ABC.
A edição 2026 dos Jogos Abertos de Dourados reforça o compromisso do município com o incentivo ao esporte, à integração e à promoção de atividades esportivas para diferentes públicos. A competição também movimenta os espaços esportivos da cidade e proporciona momentos de confraternização entre atletas, equipes e torcedores.
As partidas de futsal serão disputadas no Ginásio Municipal de Esportes. Foto: A. Frota
Com duas modalidades em disputa e jogos acontecendo simultaneamente em diferentes locais, a expectativa é de uma noite de muita competição e emoção para marcar o início dos JADs 2026. Além do vôlei e do futsal, a competição tem disputas de handebol, basquete e atletismo, todas nas modalidades as categorias masculino e feminino. A abertura dos JADs 2026 será transmitida e pode ser acompanhada por meio desse link: https://youtube.com/@elbioantunes7301?si=XpfNzBM9zcJ8yoCE
Ao todo, 67 equipes estão inscritas para participar do JADs 2026, que reúne atletas de Dourados e região nas cinco modalidades. Serão 15 equipes no futsal masculino e três no feminino; nove no voleibol masculino e nove no feminino; seis no handebol feminino e cinco no masculino; nove no basquetebol masculino e cinco no feminino. No atletismo, são seis equipes inscritas, considerando os naipes masculino e feminino.
Promovidos pela Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes de Dourados (Funed), os Jogos Abertos de Dourados integram o calendário esportivo do município e têm como objetivo incentivar a prática esportiva, promover a integração entre atletas e fortalecer as diferentes modalidades desenvolvidas em Dourados.
Dois atletas de Campo Grande voltaram do Chile com quatro medalhas conquistadas em competições internacionais de Kickboxing. Beneficiados pelo Auxílio-Atleta da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), Silas Rafael e Bruna Marques integraram a Seleção Brasileira e competiram em torneios realizados neste mês.
Silas Rafael foi campeão na modalidade Light Contact e conquistou a medalha de bronze no Kick Light durante o Campeonato Pan-Americano de Kickboxing 2026, realizado entre os dias 12 e 16 de agosto. Já Bruna Marques foi vice-campeã e conquistou a prata no Light Contact, além do bronze no Kick Light, durante o Campeonato Sul-Americano, também disputado no Chile.
O resultado representa ainda uma evolução para Bruna, que havia conquistado a medalha de bronze no Campeonato Pan-Americano do ano passado.
Os atletas foram acompanhados pelo técnico Raphael Lubacheski, que também integrou a comissão técnica da Seleção Brasileira. Para ele, os resultados refletem a qualidade dos competidores de Campo Grande diante de adversários de diferentes países.
“Ficamos muito felizes e emocionados com essas conquistas. Foi um resultado muito importante, principalmente pelo nível da competição e pelo número de países participantes. Estavam presentes grandes potências do Kickboxing, como México, Estados Unidos, Chile, Argentina, Guatemala e demais países que têm muita força na modalidade. Conseguir um título Pan-Americano e um vice-campeonato Sul-Americano diante de adversários desse nível mostra a qualidade dos nossos atletas e o trabalho que vem sendo desenvolvido”, afirmou.
Silas Rafael ao lado do técnico Raphael Lubacheski, que também integrou a comissão técnica da Seleção Brasileira no Pan-Americano de Kickboxing 2026, no Chile.
Além das medalhas, a participação no Chile marcou o retorno dos atletas campo-grandenses a competições internacionais após convocações anteriores não serem concretizadas por falta de recursos.
“Foi uma alegria e uma responsabilidade muito grande representar Campo Grande. Nós tivemos outras convocações em anos anteriores, mas não conseguimos participar das competições por falta de apoio. Desta vez, graças ao apoio da Funesp, por meio do Auxílio-Atleta, conseguimos levar dois atletas para representar a nossa Capital. Isso mostra que temos atletas de alto nível na nossa cidade e que, quando existe oportunidade e apoio, conseguimos chegar ao topo das Américas”, ressaltou o técnico.
Por meio do Auxílio-Atleta, esportistas do município podem contar com suporte para despesas relacionadas à participação em competições, contribuindo para que tenham condições de representar Campo Grande em disputas estaduais, nacionais e internacionais.
Silas Rafael no pódio do Pan-Americano de Kickboxing 2026, no Chile.
Para Raphael, as conquistas também reforçam a necessidade de criar condições para que os atletas continuem participando de competições de alto nível.
“O que fica é a certeza de que temos atletas com potencial para chegar ainda mais longe. Precisamos apenas conseguir dar a eles as condições necessárias para que possam competir”, concluiu.
Mais do que os resultados conquistados nas competições, o desempenho dos atletas mostra como o incentivo ao esporte pode criar oportunidades e abrir novos caminhos para talentos locais.
#ParaTodosVeem: A imagem de capa mostra Bruna Marques, atleta de Campo Grande, vestindo moletom verde do Brasil e sorrindo segurando a medalha de prata no pódio do Campeonato Sul-Americano de Kickboxing, no Chile, ao lado de outras três competidoras.
A seleção feminina do Brasil abrirá a Copa do Mundo do ano que vem no dia 24 de junho, no Maracanã. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (20) em evento na sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique (Suíça). O estádio do Rio de Janeiro também será sede da grande final, marcada para 25 de julho.
Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no Grupo A do Mundial. Após a estreia, as brasileiras voltam a campo no dia 29 de junho, desta vez na Neo Química Arena, em São Paulo. A campanha na primeira fase termina em 4 de julho, no Mané Garrincha, em Brasília. Os demais jogos da chave serão na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador (dois) e na Arena Pernambuco, em Recife.
Caso avance na liderança do grupo, a jornada rumo à final no Maracanã prevê jogos na Arena Castelão, em Fortaleza (oitavas de final), Mineirão, em Belo Horizonte (quartas) e novamente em São Paulo (semifinal). Se passar em segundo lugar, a caminhada do Brasil terá, na ordem: Mineirão (oitavas), Arena Castelão (quartas) e Maracanã (semi).
A Copa Feminina terá 64 jogos em oito cidades. A que terá mais partidas é São Paulo: dez, seguida por Rio e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre – que tem como estádio o Beira-Rio – e Recife (sete). O sorteio dos grupos será em dezembro deste ano, novamente na sede da Fifa.
A última vez que a seleção feminina do Brasil atuou no Maracanã foi pelas semifinais da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, contra a Suécia. Após um empate sem gols no tempo normal, as escandinavas ganharam nos pênaltis por 4 a 3. O time europeu era dirigido pela sueca Pia Sundhage, que, três anos depois, assumiu a Amarelinha.
A estreia das brasileiras no Maracanã ocorreu em 20 de julho de 2007, na fase de grupos dos Jogos Pan-Americanos do Rio, com goleada por 7 a 0 sobre o Canadá. Seis dias depois, o estádio presenciou a conquista da medalha de ouro pela seleção de Marta, Cristiane e Formiga em outra grande vitória: 6 a 0 sobre os Estados Unidos.
Nos bastidores, o Maracanã disputava com a Neo Química Arena o posto de sede da abertura. A casa do Corinthians, clube mais vitorioso da modalidade no país, recebeu sete jogos da seleção feminina desde a inauguração, em 2016. O último no último dia 6 de julho, quando o Brasil venceu o Estados Unidos por 2 a 1 em amistoso. O retrospecto no estádio é de seis triunfos (consecutivos) e uma derrota.