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Saúde

Meeting Nacional de Farmácia Clínica celebra 20 anos da Política Nacional de Medicamentos

Durante a abertura do evento, os participantes puderam assistir à apresentação musical com o cantor Guga Borba.

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A SES (Secretaria de Estado de Saúde) realizou nesta quinta-feira (15) a abertura do VIII Meeting Nacional de Farmácia Clínica, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

Em sua oitava edição, o evento já faz parte da programação anual de eventos científicos e para este ano o tema ‘20 anos da Política Nacional de Medicamentos – Assistência Farmacêutica, Caminhos Inovadores e Perspectivas Futuras’ propõe a abordagem de temas atuais, integrando a saúde dentro do ecossistema e levando aos participantes conteúdos com palestrantes de renome nacional e internacional.

O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Marco Aurélio Pereira, ressaltou o valor de estar presente no evento no ano em que se comemora os 20 anos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica e a importância da política para a população.

“A saúde é um direito de todos e dever do estado e a assistência farmacêutica precisa ser garantida como direito e um dever do estado para todo cidadão e cidadã na garantia do acesso ao uso racional de medicamentos. Nós precisamos sempre lembrar e comemorar porque ainda existem aqueles que não sabem que isso é uma conquista do povo brasileiro, do nosso SUS (Sistema Único de Saúde), então é preciso relembrar o tempo todo”.

Para a presidente do Cosems/MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul), Josiane Oliveira Silva Corrêa, o evento é uma oportunidade para compartilhar experiências e uma forma de ressignificar as vivências dos profissionais dentro dos seus territórios.

“Dizem que esse ano é um ano diferente porque é um ano de comemoração o ano em que a Política Nacional de Assistência Farmacêutica completa 20 anos. Acho que um dos desafios que nós estamos aos poucos atravessando é realmente sair daquela questão do farmacêutico dispensador para o cuidado farmacêutico, de humanizar as nossas farmácias dentro dos municípios, dentro dos territórios, uma oportunidade de ressignificar”, avaliou Josiane.

“Essa semana nós temos muito a comemorar, não só o oitavo Meeting, não só os 20 anos da Política Nacional, mas também a nova Casa da Saúde. Eu espero que a nova sede ofereça a todos os trabalhadores um ambiente muito melhor do que aquele que encontrei há um ano e meio atrás”, comemorou o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa.

O VIII Meeting Nacional de Farmácia Clínica é uma realização da SES, co-realização da Ismaf (Instituto Sul-Mato-Grossense de Assistência Farmacêutica) e CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul), com o apoio do CFF (Conselho Federal de Farmácia), CRFAM (Conselho Regional de Farmácia do Amazonas), CRF/MT (Conselho Regional de Farmácia do Mato Grosso), ABA (Associação Brasileira de Acupuntura), Farmácias Associadas, Herbarium, Instituto Racine de Educação Superior e patrocínio da Bayer, Johnson & Johnson,  Adium, Novartis, Abbvie, CSL Vifor e Eurofarma.

Durante a abertura do evento, os participantes puderam assistir à apresentação musical com o cantor Guga Borba. A programação completa do VIII Meeting Nacional de Farmácia Clínica pode ser conferida através do link: https://doity.com.br/8meetingfarmaciaclinica.

Farmácia Viva

O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), firmou termo de cooperação técnica com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para implantação de uma Farmácia Viva com o objetivo de assegurar o acesso de usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) a fitoterápicos com qualidade, segurança e eficácia. A assinatura do termo aconteceu durante a cerimônia de abertura do VIII Meeting Nacional de Farmácia Clínica, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

“Essa iniciativa é algo que me deixa extremamente lisonjeado por saber que nós estamos vivendo um momento histórico. Imagine daqui a 20 anos, quando a Política Nacional estiver completando 40 anos e a nossa Farmácia Viva estiver completando 20 anos, alguém vai lembrar que nós estivemos aqui”, refletiu o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, sobre a implantação da Farmácia Viva no estado.

O programa busca incentivar o uso de plantas medicinais como opção terapêutica, aliando práticas e saberes tradicionais à ciência farmacêutica. Com a implantação, a expectativa é transformar Campo Grande em centro de referência para os municípios do Estado, e outras unidades da federação, implantarem suas farmácias vivas.

Ao todo, serão investidos R$ R$ 987.302,26, sendo R$648.769,26 para manutenção e R$ 338.533,00 de estruturação, oriundos de repasse federal. Serão produzidos os fitoterápicos Xarope de Guaco (100ml), Gel de Erva Baleeira (100g), Droga Rasurada de Capim Cidreira (100g) e Droga Rasurada de Colônia (100g).

Inicialmente, o programa atenderá a população que reside próximo a Farmácia Escola da UFMS e atendidos nas Unidades de Atenção Primária à Saúde no entorno da universidade (UBS Dr. Jorge David Nasser, UBS Dona Neta, UBS da Vila Carlota e UBS Guanandi), e também pacientes ambulatoriais atendidos no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

Saúde

Escuta e acolhimento fortalecem mães atípicas servidoras da Sesau

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Em meio à rotina de cuidados, desafios e cobranças que acompanham a maternidade, encontrar um espaço para falar, ser ouvido e compartilhar experiências também é uma forma de cuidado. Foi com essa proposta que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Saúde do Servidor (Gersau), reuniu servidoras mães atípicas em um momento de escuta, acolhimento e troca de experiências.

A atividade integrou as ações do mês dedicado à valorização da vida e foi realizada na área verde da Sesau. Conduzido pela psicóloga Leyisa Sena, da Gerência de Atenção Psicossocial (GRAP/Sesau), o encontro criou um ambiente para que as participantes pudessem falar sobre sentimentos e situações que fazem parte de suas rotinas, muitas vezes marcadas pela sobrecarga e pela dificuldade de reservar tempo para si mesmas.

Mais do que uma palestra, a proposta foi abrir espaço para a escuta. Entre os temas abordados estiveram o autocuidado, a culpa, a autoexigência e a sensação de que, ao cuidar de todos, muitas mães acabam deixando as próprias necessidades em segundo plano.

“Quem era você antes de precisar cuidar tanto? O que você cobra de si que não cobra de outra mãe?”, foram algumas das reflexões propostas durante a conversa.

A partir dessas perguntas, histórias pessoais começaram a surgir. Relatos de desafios, descobertas, pequenas conquistas e também de sonhos mostraram como a identificação entre as participantes pode ser uma forma de alento.

“Meu sonho é que o meu filho fale”, compartilhou uma das servidoras. A frase, carregada de significado para aquela mãe, também evidenciou a importância de um espaço em que experiências tão particulares possam ser compreendidas por quem vive situações semelhantes.

Cuidar de quem cuida

Entre os participantes estava o único pai presente na roda de conversa, Darllon Duarte, 34 anos, gerente da USF Universitário. Pai de uma menina de 11 anos, que está em processo de diagnóstico, e de um menino de 10 anos com seletividade alimentar, ele falou sobre a culpa, a necessidade de dividir responsabilidades e a importância de reconhecer cada conquista dos filhos.

“A gente precisa olhar para a família. A gente foca na mãe da criança porque é o que está mais em evidência, é mais necessário esse olhar, muitas estão sobrecarregadas. Sabemos que existem muitas mães solo, que não têm rede de apoio, mas os pais devem se envolver. O pai precisa saber onde seu filho está, o que ele faz, o que come, como fazer aquela criança desenvolver. Temos que aprender, mas precisamos ser ouvidos também”, desabafou.

A técnica de enfermagem Nadiellen Rodrigues Brito Barbosa, 40 anos, também compartilhou sua experiência como mãe de um menino de 10 anos com seletividade alimentar. Para ela, falar sobre as dificuldades ajuda a ressignificar a culpa e a reconhecer os avanços que, para outras pessoas, podem parecer pequenos, mas têm grande significado para a família.

“Sofri muito. Sempre pensando onde errei. A culpa não adianta. Hoje levo o acolhimento. Hoje vejo ele comendo duas colheres de arroz e, para mim, já é um paraíso. É paciência, trabalhando a paciência”, relatou.

Gratidão e aprendizado

Assistente social do CAPS AD IV, Josimara Pasqualine, 51 anos, é mãe de dois filhos, entre eles um adolescente de 15 anos, nível 3 de suporte. Emocionada, ela destacou o significado de ser acolhida também enquanto mãe e não apenas no papel de profissional que cuida de outras pessoas.

“Já tenho 32 anos de serviço e esse é um momento histórico. Ser acolhida como mãe atípica e uma pessoa neurodivergente, todas as dificuldades que a gente tem, está sendo um momento grandioso. Eu me sinto recompensada, valorizada. A gente trata tanto das pessoas, cuida dos outros, e às vezes a gente não tem esse tempo. Esse olhar que a Sesau tem com o trabalhador tem sido portas e esperança. A gente precisa ser ouvida. Muito grata pelo convite e pela oportunidade”, disse.

Durante uma das dinâmicas, a psicóloga da Gersau, Cléo Cabral, escolheu a palavra “gratidão” para representar o sentimento daquele momento. Mesmo sem ser mãe, ela destacou que ouvir as experiências das servidoras também foi uma oportunidade de aprendizado.

“Ainda não sou mãe, mas sou grata por este momento. Aprendi muito com vocês. A gente aprende ouvindo e, no futuro, tenho o sonho de ainda ser mãe. Obrigada por compartilharem suas histórias e vidas”, revelou.

Para a psicóloga Leyisa Sena, proporcionar esse espaço de escuta também faz parte do cuidado com o servidor.

“A proposta é fortalecer vínculos, estimular o autocuidado e mostrar às servidoras que elas não precisam enfrentar sozinhas os desafios da maternidade”, afirmou.

A profissional também destacou o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA), criado pela administração municipal como uma política pública voltada ao acolhimento, organização e acompanhamento dessas famílias.

O cadastramento no NAMA pode ser feito pelo telefone (67) 99179-5948, canal também destinado à atualização de informações e ao acesso aos serviços oferecidos pelo núcleo.

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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. 

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.  

Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.

Sobre a doença

A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.

Agência Brasil

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Prefeitura amplia vacinação contra chikungunya e febre amarela aos sábados no PAM

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Vacinas contra chikungunya e febre amarela serão aplicadas aos sábados, em setembro e outubro, na Sala de Vacinação do PAM. Foto: A. Frota/Arquivo/Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando as estratégias de vacinação contra a chikungunya e a febre amarela para facilitar o acesso da população e contribuir para o aumento das coberturas vacinais no município. Durante os meses de setembro e outubro, a Sala de Vacinação do Pronto Atendimento Médico (PAM) terá atendimento aos sábados, das 8h às 14h.

No mês de setembro, os atendimentos serão realizados nos dias 5, 12, 19 e 26. Em outubro nos dias 3, 17, 24 e 31.

A vacinação aos finais de semana é uma alternativa para quem não consegue comparecer a uma unidade de saúde durante os dias úteis. A estratégia também busca ampliar a adesão da população e reforçar a proteção antes do período de verão, quando as condições ambientais podem favorecer a circulação de arboviroses.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de a população verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para colocar as doses em dia, conforme os critérios estabelecidos para cada vacina.

A preocupação é especialmente relevante diante do cenário epidemiológico da Chikungunya. Dourados já enfrentou uma importante epidemia da doença e a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a proteção da população e reduzir os riscos de uma nova onda de transmissão.

“A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e precisamos facilitar o acesso da população. Ao oferecer a vacinação também aos sábados, estamos criando uma oportunidade para quem trabalha ou tem dificuldade de ir à unidade durante a semana. É importante que cada pessoa confira sua situação vacinal e procure a unidade de saúde”, destaca o secretário municipal de Saúde, Márcio Grei Vidal de Figueiredo.

CHIKUNGUNYA

A Secretaria de Saúde chama atenção especialmente para a vacinação contra a Chikungunya, destinada ao público que atende aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação é que pessoas com idade entre 18 e 59 anos verifiquem nas unidades de saúde se estão dentro dos critérios para receber a vacina.

A medida integra o conjunto de ações adotadas pelo Município para fortalecer a prevenção e preparar Dourados para os próximos meses.

FEBRE AMARELA

A campanha também reforça a importância da vacinação contra a febre amarela. A população deve verificar sua situação vacinal e buscar orientação nas unidades de saúde, especialmente quem ainda não possui o esquema recomendado. A Secretaria de Saúde orienta que a população não espere o surgimento de novos casos para procurar proteção e, também, ao ir receber a dose, levar documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação para conferência e atualização do esquema vacinal.

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