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Economia

Em 2023, tanque de gasolina consumiu 5,9% da renda mensal das famílias em MS

Estado até que ficou bem, porque a média nacional de gasto foi de 6,6% da renda mensal do brasileiro

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No terceiro trimestre de 2023, o custo de encher o tanque de gasolina consumiu, em média, 5,9% da renda das famílias de Mato Grosso do Sul, conforme aponta o Indicador de Poder de Compra de Combustíveis, calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) Contínua.

Esse levantamento indica que Mato Grosso do Sul ocupa o sexto lugar entre os estados brasileiros nos quais a população gasta menos com combustíveis em relação à sua renda domiciliar mensal. O estado com o maior gasto foi o Maranhão, onde a população destina 12,1% da renda domiciliar mensal para abastecer seus veículos. Já a média brasileira foi de 6,6% da renda mensal.

A pesquisa também apresenta a média de consumo em relação à renda domiciliar mensal nas capitais brasileiras. Em Campo Grande, por exemplo, o custo do tanque de gasolina representou 4,6% da renda domiciliar no terceiro trimestre de 2023. Na média das capitais brasileiras, o custo de abastecer um tanque de gasolina correspondeu a 4,3% da renda domiciliar mensal.

Entre as capitais, Rio Branco (AC) lidera o ranking com o maior percentual, com 9,2%, seguida por Porto Velho (RO) com 9% e São Luiz (MA) com 8,7%. Por outro lado, Florianópolis (3,3%), Vitória (3,4%) e Brasília (3,5%) são as capitais onde o custo de um tanque de gasolina comum representa menor média da renda dos brasileiros.

Na avaliação dos percentuais médios em grandes centros urbanos, especialmente nas capitais, a pesquisa aponta que é preciso considerar que o consumo e a frequência de abastecimentos tendem a ser maiores nessas localidades.

Dentre os fatores estão a dependência e a intensidade no uso de veículos para deslocamento, as distâncias percorridas, a incidência de congestionamentos, o tipo e modelo do veículo e as condições do terreno.

Por regiões – O estudo revela as diferenças regionais significativas no impacto dos combustíveis no orçamento dos brasileiros. Na região Nordeste, por exemplo, o percentual atinge 11%, com destaque para Maranhão (12,1%), Alagoas (11,9%) e Bahia (11,4%). Esses estados lideram o ranking dos que têm maior percentual da renda domiciliar necessário para cobrir o custo de um tanque de gasolina.

Em contraste, as regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentaram os menores percentuais. No Centro-Oeste, o custo do tanque de gasolina correspondeu a 5,4% da renda domiciliar no terceiro trimestre de 2023, sendo o Distrito Federal destacado com um percentual de 3,5%. Estados do Sudeste e Sul também registraram percentuais menores, com destaque para São Paulo (4,9%), Santa Catarina (5,4%) e Rio de Janeiro (5,5%).

Combustíveis – Em relação aos preços médios nacionais por litro abastecido, o Monitor de Preços de Combustíveis, em novembro de 2023, apresentou os seguintes valores: gasolina comum (R$ 5,758), gasolina aditivada (R$ 5,865), etanol hidratado (R$ 3,651), GNV (R$ 4,598), diesel comum (R$ 6,203) e diesel S-10 (R$ 6,285).

O levantamento indica que, em novembro de 2023, o preço médio do etanol correspondeu a 68,6% do valor cobrado pela mesma quantidade de gasolina. Em Campo Grande, o preço médio do etanol correspondeu a 64,9% do valor cobrado pela mesma quantidade de gasolina.

Já nas capitais, o indicador permaneceu estável em 67,7%, mantendo-se próximo à mínima histórica registrada em setembro de 2018, quando atingiu 67,2%.

(Fonte: Campo Grande News. Foto: Reprodução)

Economia

É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição? 

A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.

“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.

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Despesas com educação e saúde

Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.

O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas.

Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.

Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.

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A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.

“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.

Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.

“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”

O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado. 

Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.

Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional

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Economia

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

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Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Abono salarial começa a ser pago para nascidos em março e abril

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego inicia, nesta quarta-feira (15), o pagamento do terceiro grupo de trabalhadores com direito ao abono salarial. Em nota, a pasta informou que serão pagos benefícios a um total de 4.272.981 trabalhadores nascidos em março e abril, com um desembolso de R$ 5,4 bilhões.

“O abono salarial será pago a 3.826.355 trabalhadores vinculados a empresas privadas cadastradas no Programa PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e a 446.626 trabalhadores servidores públicos vinculados ao Programa Pasep, por meio do Banco do Brasil”, destacou o comunicado.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2024. Em 2026, o calendário de pagamento do abono salarial teve início em 16 de fevereiro. Os valores, segundo a pasta, ficarão disponíveis aos trabalhadores até 30 de dezembro de 2026.

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Quem tem direito

Têm direito ao abono salarial trabalhadores que atendem a critérios como:

  • estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;
  • ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até o valor de referência de R$ 2.766 de remuneração mensal no ano-base 2024;
  • ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;
  • ter seus dados do ano-base 2024 informados corretamente pelo empregador no eSocial.

Pagamento

O pagamento do abono salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta do trabalhador (corrente, poupança ou Conta Digital) ou por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.

Para o trabalhador não correntista, o pagamento será realizado por meio de canais como agências, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais disponibilizados pelo banco.

Já no Banco do Brasil, o pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária, transferência via TED ou Pix e presencialmente, nas agências de atendimento, para trabalhadores não correntistas e que não possuem chave Pix.

“Informações adicionais poderão ser obtidas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo telefone 158”, concluiu a pasta.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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