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Com monitoramento integral, Bombeiros de MS atuam no combate a três incêndios florestais no Pantanal

O trabalho com maior duração, na ilha do Nabileque, próximo a terra indígena Kadiwéu, completa oito dias nesta quarta-feira (6). O local é de difícil acesso e as equipes demoraram um dia para chegar a região.

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Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul atuam no combate a três incêndios florestais no Pantanal, nas regiões do Nabileque, Salobra e Paiaguás.

O trabalho com maior duração, na ilha do Nabileque, próximo a terra indígena Kadiwéu, completa oito dias nesta quarta-feira (6). O local é de difícil acesso e as equipes demoraram um dia para chegar a região.

A área em chamas é conhecida como “Carandazal”, onde as árvores frondosas contribuem para a propagação do fogo, que já consumiu aproximadamente 10 mil hectares em diferentes propriedades rurais.

As equipes atuam – especialmente durante a noite – para conter o incêndio, de grande extensão, mesmo em meio a condições climáticas que favorecem as chamas.

“Neste período de estiagem, a vegetação está muito seca. Então quando você tem essas condições climáticas de humidade relativa baixa, temperaturas que facilmente ultrapassam os 30°C e ventos fortes de mais de 40 km/h no Pantanal, a gente tem propagação de incêndio rápida”, disse a tenente-coronel Tatiane Inoue, chefe do CPA (Centro de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros Militar de MS.

Todo o trabalho também é monitorado pelo CPA – que funciona em Campo Grande –, com imagens de satélite, além do auxílio de dados enviados do local (com uso de drones) para auxiliar no controle do fogo.

“No nosso monitoramento que funciona 24h por dia a gente acompanha os focos de calor que são detectados pelos satélites. O satélite detecta temperatura acima de 47°C na superfície da terra, que é considerado foco de calor. A cada 10 minutos nós temos uma informação atualizada. Nós acompanhamos cada detecção e partir de cada uma investigamos em qual propriedade se localiza aquele foco de calor e fazemos contato com o proprietário para saber a situação real na área”, disse o tenente Alexandre Araújo, engenheiro ambiental especialista CPA.

Alerta

Desde o dia 17 de julho, o Corpo de Bombeiros Militar de MS está em alerta para atuar em caso de incêndios florestais no Pantanal, e também no Cerrado e Mata Atlântica, biomas presentes no Estado.

Com o alerta, publicado pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), foram suspensas as autorizações ambientais de “queima controlada”, até 31 de dezembro deste ano.

Na prática, o período é de cautela e monitoramento constante. O que possibilita a pronta atuação das equipes a postos em diferentes regiões do Estado, nas ocorrências como os três atendimentos atuais de combate a incêndios.

Outra área do Nabileque, próximo ao Forte Coimbra, também ficou em chamas – no dia 7 de julho –, e na ocasião foram usadas técnicas de combate aos incêndios florestais aliadas a tecnologia para a extinção das chamas. A linha de fogo chegou a atingir aproximadamente 4km de extensão e só foi controlado após dois dias de trabalho.

Prevenção

O uso da tecnologia contribui para as ações de monitoramento e preservação do Pantanal e do Cerrado em Mato Grosso do Sul, no trabalho desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros no combate aos incêndios florestais.

A ação integrada do Governo do Estado para prevenir e controlar os incêndios no Pantanal e em outros biomas de Mato Grosso do Sul já surte efeito com a redução significativa de áreas queimadas.

Levantamento do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS) divulgado em abril deste ano, aponta redução de 74,7% nos focos de calor nos três biomas do Estado – Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica -, entre 2021 e 2022, passando de 9.377 para 2.368 ocorrências.

No período entre janeiro e 14 de agosto deste ano, também houve redução de 77,6% na área queimada do Pantanal em relação a 2022.

As ações de prevenção do CBM iniciadas em maio, contribuíram para que mesmo em período crítico em relação ao clima, os incêndios florestais tivessem menos impacto no bioma. As ocorrências de incêndios florestais atendidas pelo Corpo de Bombeiros tiveram redução de 15,15%, passando de 3.127 (2022) para 2.653 (2023).

“No CPA notamos essa redução da quantidade de focos de calor e atribuímos as políticas públicas, orientações passadas para a população, além das atividades de prevenção. E também as condições climáticas desse ano não são tão severas como nas últimas temporadas. Mesmo não detectando incêndios, focos ativos, o Corpo de Bombeiros, desde maio, tem deslocado guarnições para trabalhar preventivamente no Pantanal, e demais biomas do Estado. Levando orientações de brigadas de combate a incêndios florestais, educação ambiental e orientação para os proprietários, comunidades locais e ribeirinhos”, afirmou a tenente-coronel Tatiane Inoue.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Sesau monitora alertas e antecipa riscos para proteger a saúde da população

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Antes que um possível risco à saúde da população se transforme em um problema maior, existe um trabalho de monitoramento que busca identificar os primeiros sinais. Em Campo Grande, essa tarefa é realizada diariamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-CG), que completa cinco anos de atuação do Clipping Diário neste mês.

Implantado em agosto de 2021, o serviço acompanha notícias, alertas e rumores que circulam em tempo real e que podem indicar situações com potencial de impacto na saúde pública. A iniciativa integra a Vigilância Baseada em Eventos (VBE) e complementa os sistemas tradicionais de vigilância do SUS, ampliando a capacidade de identificar precocemente situações que exigem atenção.

O trabalho envolve busca, triagem, verificação e análise de conteúdos publicados em mídias on-line, plataformas digitais e fontes oficiais e não oficiais. As informações são avaliadas pela equipe do Serviço de Detecção de Rumores e Eventos, que, diante de uma situação relevante, aciona as áreas técnicas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para avaliação do risco e definição das medidas necessárias.

Na prática, o monitoramento permite que a saúde pública esteja atenta não apenas aos agravos já registrados, mas também aos sinais que podem indicar uma mudança no cenário epidemiológico. Ao longo dos últimos anos, o trabalho apoiou ações relacionadas a arboviroses, doenças respiratórias, zoonoses e desastres.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, acompanhar a circulação de informações é uma etapa importante para que o poder público possa agir com mais agilidade e segurança.

“Mais do que divulgar notícias, o Clipping funciona como um sistema de alerta. Em um cenário em que circulam muitas informações, inclusive conteúdos falsos, é fundamental identificar o que é relevante, verificar os fatos e levar essa informação para quem precisa tomar decisões. Quanto mais cedo conseguimos perceber um sinal de risco, maior é a nossa capacidade de nos preparar e proteger a população”, destaca.

Atualmente, o Clipping Diário é atualizado todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados, e divulgado nos stories do Instagram do CIEVS-CG (@cievs_cg). O conteúdo também pode ser consultado em um compilado semanal, organizado por semana epidemiológica, disponível em https://clippingcievs.ai.studio/.

Ao longo desses cinco anos, o serviço passou por mudanças no formato, layout e periodicidade, acompanhando as necessidades da vigilância em saúde. O objetivo permanece o mesmo: identificar situações que possam representar riscos e contribuir para que a rede municipal esteja preparada para agir com rapidez.

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Com verba do FMIC, murais da ferrovia ganham site no sábado

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Financiado pelo Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC), o projeto “Histórias do Trecho: Locomotivas de Histórias” lança a sua plataforma digital neste sábado (29), às 19h. O Museu de Arte Urbana (MuAu) – Casa Amarela disponibilizará vídeos e relatos de personagens ligados à Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) em Campo Grande.

A programação inicia com a apresentação do endereço eletrônico museucasamarela.org. Às 19h30, o público assistirá à exibição dos conteúdos captados pela produtora Lu Tanno, com narração da escritora e arteterapeuta Tatiana De Conto. O evento encerrará às 20h com uma confraternização musical.

“Mais do que uma página institucional, o novo site nasce como uma extensão das atividades da Casa Amarela, reunindo acervos, imagens, registros audiovisuais e informações sobre a programação do espaço e também conservação da memória e identidade da vila de ferroviários”, afirma Tatiana De Conto.

A digitalização da memória agregará interatividade à galeria de arte urbana. As 15 narrativas pesquisadas ganharão códigos QR Code instalados junto aos 41 murais do local. O visitante poderá apontar a câmera do celular e acessar imediatamente os vídeos e a identidade das obras.

“A proposta transforma a exposição ‘Memórias do Trecho’ em uma espécie de livro vivo a céu aberto, no qual imagem, memória e oralidade podem ser acessadas diretamente no espaço onde as histórias são representadas”, pontua a escritora.

O portal inaugurará também um canal de comercialização online, beneficiando os artistas que pintaram os muros de forma voluntária ao longo de 2024. A intenção da coordenação é utilizar o espaço interno da Casa Amarela para oficinas e exposições temporárias, direcionando as vendas para a plataforma.

“É a finalização de um caminho. Entrei aqui para contar essas histórias e, dois anos depois, finalizamos. Foram muitos aprendizados, ideias, teremos muito trabalho pela frente com a reforma dos murais, a ampliação da área expositiva da Casa Amarela e novas parcerias”, explica Tatiana.

“O projeto entrega para os artistas que ofereceram sua arte voluntariamente a possibilidade de comercializar arte online. Sentimos falta de um local que fomente a arte de Campo Grande, daí a necessidade desse espaço que abre uma conexão com o mundo, ter esse e-commerce”, completa a arteterapeuta.

“Estamos abrindo uma nova janela para o mundo para divulgar e comercializar a arte e a cultura sul-mato-grossense”, afirma Guido Drummond, artista plástico e coordenador da Casa Amarela. “Se o mercado local não absorver, vamos buscar outras e novas oportunidades”.

A estruturação do site contou com o suporte do Sebrae e Senai. A base institucional do projeto engloba o apoio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), Prefeitura de Campo Grande, Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Afapedi, IPHAN, Plataforma Cultural e Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS).

As sessões de contação de histórias continuarão como parte da rotina local. A coordenação estruturou oito circuitos de narração até o momento e projeta a próxima edição para o dia 20 de setembro, às 9h, firmando a meta de encontros em todos os terceiros domingos do mês.

“A proposta do ‘Locomotiva de Histórias’ é fazer com que essas histórias continuem percorrendo a cidade — seja pela experiência presencial, pela arte urbana ou, agora, pela memória disponível no ambiente digital”, conclui Tatiana.

Serviço ao Cidadão

O lançamento do site da Casa Amarela (Projeto Histórias do Trecho) ocorrerá no sábado (29), às 19h. O Museu de Arte Urbana – Casa Amarela fica na Rua dos Ferroviários, 118, na região central de Campo Grande. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

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Prefeitura de Naviraí iniciou a instalação do primeiro Parque Sensorial na Praça Euclides Antônio Fabris

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Com a base já concluída, brinquedos adaptados começaram a ser montados nesta semana; a obra integra um pacote de investimentos histórico na praça.

A Prefeitura de Naviraí, por meio da Gerência de Obras, inicia a instalação do primeiro parque infantil adaptado e sensorial do município. Com a base estrutural já finalizada, os equipamentos e brinquedos começaram a chegar na Praça Prefeito Euclides Antônio Fabris. O novo espaço é voltado para o atendimento de crianças com deficiência (PCD) e com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A iniciativa integra o projeto da Administração Municipal de valorizar as praças públicas, garantindo que cumpram seu papel principal: serem ambientes de convivência familiar e lazer, onde todos possam interagir. A chegada do novo parque soma-se aos investimentos contínuos no local que, superando intervenções apenas pontuais do passado, vive uma transformação estrutural histórica, preparando o espaço para uma revitalização ampla.

Segundo o gerente municipal de Obras, Fabiano Costa, a ação eleva o patamar de infraestrutura do município. “Este é um projeto que coloca Naviraí como referência regional em acessibilidade e demonstra a visão da gestão de realizar investimentos históricos que realmente transformam a vida das pessoas”, destaca.

Com a implantação desta primeira unidade sensorial ao lado dos brinquedos tradicionais, a Prefeitura transforma a acessibilidade em realidade prática, consolidando suas políticas públicas de inclusão. A nova estrutura assegura que crianças com TEA e PCD tenham um espaço seguro, adequado e digno para brincar, garantindo o direito ao lazer em igualdade de oportunidades com as demais crianças.

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