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Ramais e “gasodutos virtuais” vão colocar gás natural mais perto do consumidor

Um ponto importante do programa de interiorização do Gás Natural é a parceria na viabilização dos gasodutos virtuais, que vai garantir a entrega do combustível em caráter permanente.

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A MSGÁS faz uma projeção otimista quanto ao plano de expansão da oferta de Gás Natural, prevendo o suprimento de combustível e energia para outras regiões de Mato Grosso do Sul, além do eixo Leste-Oeste, na área de influência do Gasbol (Gasoduto Brasil-Bolívia).

“A busca pelo Gás Natural cresceu nos últimos 25 anos e a expansão do mercado se deve naturalmente aos benefícios potenciais de uma fonte de energia de baixo carbono e de menor custo. Agora o desafio é proporcionar uma maior flexibilidade física do sistema de distribuição. Por isso estamos desenvolvendo o plano de interiorização, que prevê novos ramais e gasodutos virtuais”, destaca o diretor-presidente da MSGÁS, Rui Pires dos Santos.

O gasoduto virtual funciona da seguinte maneira: em vez de criar uma canalização a partir dos ramais existentes, o gás natural é comprimido e transportado por caminhões até uma estação, levando o combustível para além dos gasodutos. É a partir dessa estação, que o gás é distribuído naquela localidade.

A MSGÁS vê o mercado de Gás Natural cada vez mais competitivo e capaz de a médio e longo prazos adaptar-se a outras formas de energia de baixo carbono, com importantes ganhos de sustentabilidade, eficiência e segurança energética. “A crescente importância do Gás Natural na matriz energética justifica os investimentos”, diz o executivo. “A busca pela transição para uma matriz de energia menos intensiva em carbono aumenta no mundo todo e há um enorme espaço para aumentar a participação do Gás Natural no setor energético”.

Uma das metas da empresa é ampliar a rede de postos de GNV (Gás Natural Veicular), segmento favorecido pelo custo do combustível e incentivo fiscal do Governo do Estado, que isentou do IPVA os veículos movidos a gás. O projeto “Corredor Azul”, de interiorização do suprimento de gás prevê mais postos de GNV em Três Lagoas e abastecimento de combustível também em Sidrolândia, Dourados e Bataguassu.

“Com a instalação de postos de GNV vamos garantir o abastecimento de veículos leves e pesados na divisa de São Paulo, criando um Corredor Azul em que o transporte poderá operar com baixo custo em maiores distâncias, com uma menor pegada de carbono, É uma logística atrativa ao setor”, destaca o dirigente da MSGÁS. O plano de investimentos da Companhia contempla todos os segmentos – termelétrico, comercial, industrial e residencial, com destaque para o GNV. Somente na ampliação das redes para gás canalizado, serão investidos R$ 35 milhões em 2023. Serão mais 34 quilômetros de redes e ramais de distribuição e mais de 3.500 ligações.

“O interesse cada vez maior de grandes transportadoras em baratear custos e reduzir a concentração de carbono, associado a uma corrida das montadoras na produção de caminhões pesados movidos a Gás Natural, o momento é muito positivo para investimentos na expansão em Mato Grosso do Sul”, ressalta Rui Pires dos Santos.

A interiorização da rede de Gás Natural em Mato Grosso do Sul com o gás comprimido (GNC) e liquefeito (GNL) vai viabilizar contratos de longo prazo e maior integração das cadeias produtivas no Estado, de acordo com estudos técnicos.

“Nos últimos anos o mercado de Gás Natural tem crescido e se desenvolvido em Mato Grosso do Sul. Em 2015 a empresa possuía 2.985 clientes e em 2022 fechamos o ano com 14.524 clientes, ou seja, crescimento de 387%; possuía 247 km de rede e hoje possui 436 km, crescimento de 77%”, compara o dirigente da MSGÁS.

Além do apelo ambiental, o Gás Natural tem preços em patamares sustentáveis por meio de chamadas públicas, um mecanismo que flexibiliza o mercado. A perspectiva de crescimento da oferta de gás leva em conta a taxa de desenvolvimento do Estado. Estima-se que até 2028 a Companhia deve ampliar em 26 mil as unidades consumidoras, com expansão em 220 quilômetros da rede de gás canalizado.

“Atendemos hoje 14,5 mil unidades consumidoras nos segmentos termelétrico, industrial, veicular, comercial, residencial e cogeração e nosso projeto é continuar com de expansão dentro da política de consolidação da infraestrutura energética definida pelo governador Eduardo Ridel para suporte ao crescimento econômico”.

Um ponto importante do programa de interiorização do Gás Natural é a parceria na viabilização dos gasodutos virtuais, que vai garantir a entrega do combustível em caráter permanente. Bataguassu e Dourados vão receber o Gás Natural Liquefeito (GNL) e o Gás Natural Comprimido (GNC) pelo novo modal de fornecimento. Outras cidades, como Sidrolândia, Aquidauana, Maracaju e Ribas do Rio Pardo também são potenciais áreas de investimentos. “Estamos trabalhando articulado com todas as áreas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) para essa estratégia de expansão e reposicionamento”, diz o dirigente da MSGÁS”.

“O Governo Riedel colocou a importância do gás como fator de desenvolvimento econômico e social. Com a expansão de ramais na Capital os resultados já apareceram e temos metas ambiciosas de crescimento”, avalia o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck.

UM LEQUE DE VANTAGENS

Na prática, o crescimento do mercado de Gás Natural, além do apelo por fontes alternativas, se deve a um leque de vantagens:
• Redução de custos em relação a combustíveis de mesmo padrão de qualidade;
• Facilidade na operação, por tratar-se de um combustível com fornecimento contínuo;
• Ampliação de espaço físico livre, uma vez que não necessita ser estocado como outros combustíveis;
• Reduz os custos com estoque
• Pagamento somente após o uso
• Melhora a relação ambiental do empreendimento com a comunidade onde está inserida
• Menor corrosão dos equipamentos e menor custo de manutenção
• Baixíssima presença de contaminantes
• Rápida dispersão em caso de vazamentos

 

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Mães atípicas aprendem crochê em capacitação da Escap

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Nesta semana, 20 mães atípicas concluíram uma capacitação em crochê promovida pela Escola de Capacitação para Mulheres (Escap), da Secretaria Executiva da Mulher (Semu) de Campo Grande. A atividade foi encerrada com a entrega de certificados às participantes, no Núcleo de Assistência Social (NAS) do Centro de Educação Especial Girassol, na Vila Santa Branca.

A oficina ensinou técnicas de crochê em pano de prato que podem ser utilizadas tanto como passatempo e terapia quanto como oportunidade para complementar a renda familiar. A ação foi realizada a partir de uma demanda apresentada pelas próprias mulheres atendidas no espaço.

“Quando a gente chega a um território, primeiro escuta quem está ali. A partir dessa escuta, entendemos quais são os interesses e as necessidades daquela comunidade e levamos a capacitação adequada. Aqui, foram as próprias mães que pediram o curso de crochê, e é justamente esse olhar que queremos fortalecer: oferecer oportunidades que façam sentido para a realidade de cada mulher”, explica a secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari.

A coordenadora da Escap, Rafaela Maia, destaca que a escolha dos cursos parte justamente desse diálogo com os locais que recebem as capacitações.

“O primeiro contato é com a liderança ou o responsável pelo local que quer oferecer a capacitação aos seus assistidos. Nós fazemos uma visita, estudamos o cenário e identificamos, naquele encontro, qual curso a comunidade tem interesse em fazer. Não adianta chegar com uma capacitação que não desperta interesse. A Escap tem esse olhar de justiça social e equidade, atendendo de acordo com a realidade e a necessidade de cada comunidade. Neste caso, foram as mães que pediram o crochê, e nós providenciamos”, afirma.

À frente da oficina esteve a professora voluntária Suelem Mary da Silva, responsável por ensinar desde os primeiros pontos até a confecção dos detalhes que dão acabamento aos panos de prato.

“As participantes aprendem o básico do crochê, como o biquinho, o ponto alto e o ponto baixo. Como o curso é de curta duração, a proposta é oferecer uma aula simples e fácil, para que elas consigam começar a desenvolver a técnica e, quem sabe, ganhar um dinheirinho extra”, explica.

Para algumas participantes, o curso também foi uma oportunidade de aprimorar uma habilidade antiga. É o caso de Divina Pereira Maia, moradora da Vila Nhánhá, que já trabalha com crochê há cerca de 30 anos.

“Eu estou amando. Isso aqui é uma oportunidade não só de trabalho, mas também para quem gosta de crochê. É uma terapia. Eu já fazia há muitos anos e agora estou aprimorando para pegar o certificado”, conta.

Já Maria Ramona Cermento Maciel, moradora do Cophavilla II e mãe atípica, soube da capacitação por meio do grupo do NAS. Ela já tinha experiência com crochê, mas aproveitou a oportunidade para aprender novos acabamentos e, principalmente, para conviver com outras mães.

“Eu já sabia fazer tapete simples, mas esse trabalho com linha fina eu não sabia. E fazer amizade com o pessoal também é muito bom. Para nós, mães atípicas, é muito importante trocar ideias, conversar e ter essa convivência”, relata.

A assistente social do NAS, Vanderlaine Pereira, explica que o espaço funciona como suporte às famílias atendidas pelo Centro de Educação Especial Girassol, administrado pela CEDEG-Apae de Campo Grande. Para as mães que permanecem no local durante o período de atendimento dos filhos, atividades como a capacitação representam uma oportunidade de aprendizado e convivência.

“Elas aproveitam o tempo em que as crianças estão na escola para aprender. Algumas moram muito longe e não têm condições de voltar para casa nesse intervalo. Então, em vez de ficarem aguardando do lado de fora, elas permanecem aqui, em um espaço pensado para elas”, explica.

A capacitação de crochê possibilitou que as participantes aproveitassem o período de atendimento dos filhos para desenvolver uma nova habilidade, trocar experiências e conviver com outras mulheres, além de conhecerem uma técnica que pode se transformar em uma possibilidade de geração de renda.

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Edital convoca agricultores para fornecer hortifruti ao PAA

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A Prefeitura de Campo Grande deu início a Chamada Pública nº 01/2026 para a participação de agricultores familiares no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (PAA-CDS). A iniciativa é realizada em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), responsável pelo repasse dos recursos do programa, enquanto o Município atua na execução e operacionalização das ações em Campo Grande.

Podem participar agricultores familiares individuais residentes em Campo Grande, enquadrados na legislação da agricultura familiar e no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), desde que possuam Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo ou Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) válida. A chamada prevê a aquisição de gêneros alimentícios produzidos por agricultores familiares do Município, que serão destinados à doação para atender pessoas que estão em insegurança alimentar nutricional.

O edital foi publicado no Diogrande do dia 31 de agosto e estabelece as regras para apresentação das propostas e documentação pelos produtores.

As propostas e a documentação exigida devem ser apresentadas entre os dias 1º e 11 de setembro de 2026, das 7h30 às 13h30, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio da Gerência do Agronegócio e Agricultura Familiar (GAF), localizada na Rua Padre João Crippa, nº 972, Centro.

Entre os produtos que poderão ser fornecidos estão frutas, verduras, legumes, hortaliças, raízes e outros alimentos da agricultura familiar, além de produtos processados, manipulados ou industrializados de origem animal e vegetal. A chamada contempla 72 tipos de produtos, incluindo abacate, banana, mandioca, melancia, milho verde, tomate, mel, doces, pães, bolachas e rapadura.

A seleção dos agricultores habilitados observará critérios de priorização previstos no edital, incluindo inscrição no Cadastro Único, gênero, pertencimento a povos e comunidades tradicionais, condição de assentado da reforma agrária, produção orgânica e faixa etária de 18 a 29 anos.

O fornecimento dos alimentos selecionados está previsto para ocorrer de 5 de outubro de 2026 a 5 de abril de 2027. Os produtos deverão ser entregues na Central de Segurança Alimentar e Nutricional (CESAN/Banco de Alimentos), localizada na Rua Kamiei Simabuco, nº 08, Vila Margarida, às segundas, terças e quartas-feiras, das 7h30 às 9h, exceto feriados e pontos facultativos.

Nesta edição, o programa contará com R$ 500 mil em recursos. O pagamento aos agricultores fornecedores é realizado diretamente pelo MDS, mediante crédito bancário, a partir das informações registradas pela unidade executora no Sistema de Informação e Gestão do Programa de Aquisição de Alimentos (SISPAA).

Cada agricultor familiar poderá comercializar até R$ 7.500 por Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), por ano civil, respeitando a disponibilidade financeira do programa e os limites registrados no SISPAA.

Resultados

A nova chamada dá continuidade ao trabalho já desenvolvido em parceria entre o Governo Federal e o Município para fortalecer a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, ampliar o acesso a alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Na última edição do PAA, 82 agricultores familiares participaram da iniciativa, com alimentos destinados a 73 entidades da rede socioassistencial de Campo Grande. Entre outubro de 2025 e abril de 2026, foram distribuídas quase 60 toneladas de alimentos, fazendo com que a produção dos agricultores familiares chegasse às famílias garantindo assim, segurança alimentar e nutricional.

O resultado demonstra o alcance da política pública, que promove a geração de renda para agricultores familiares estimulando a produção local.

Os agricultores interessados devem consultar o edital e os anexos, que apresentam a relação completa dos documentos, produtos, preços e demais condições da chamada pública disponível na Semades, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30, pelo telefone (67) 4042-0497, ramal 2419.

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Frente fria leva chuva ao Sudeste e parte do Centro-Oeste

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© Paulo Pinto/Agência Brasil

A passagem de uma frente fria entre o Espírito Santo e o sul da Bahia leva umidade para a região, provocando chuvas intensas até o norte de Minas Gerais. Também há possibilidade de chuva no sul do Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Um aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar vale para Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e sudeste de Mato Grosso.

Entre as capitais da região Centro-Oeste, a temperatura máxima será de 37°C em Cuiabá e mínima de 16°C em Campo Grande.

No Nordeste, são esperadas chuvas isoladas no centro-sul da Bahia e demais áreas, exceto no norte do estado, onde o tempo fica estável, mas com muitas nuvens.

No sul do Maranhão e do Piauí e no litoral leste entre Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte também deve chover de forma isolada.

Nas capitais, a temperatura mínima será de 21°C em Maceió, Em Teresina, onde não há previsão de chuva, a máxima deve chegar a 41°C.

No Norte do Brasil, o céu será de muitas nuvens em toda a região, com previsão de pancadas de chuva no centro-oeste e norte do Amazonas e chuva isolada no sul do Tocantins e do Pará.

Entre as capitais, a temperatura mínima será de 23°C em Rio Branco e a máxima prevista é de 38°C em Porto Velho e em Palmas.

No Sul do país, outro sistema de baixa pressão deve passar pelo sul do estado do Rio Grande do Sul e contribuir para a ocorrência de chuva e possibilidade de queda de granizo no sudeste gaúcho. Há possibilidade de formação de geada em alguns pontos do centro-sul e dos Campos Gerais, no Paraná.

Um aviso amarelo de perigo potencial alerta para tempestades no centro-sul do Rio Grande do Sul, incluindo a capital Porto Alegre.

Nas capitais da região, a temperatura mínima será de 7°C em Curitiba e a máxima chega a 25°C em Porto Alegre.

No Sudeste, áreas de instabilidade provocam pancadas de chuva isoladas no Espírito Santo e no norte e nordeste de Minas Gerais. No centro-norte mineiro também há possibilidade de chuva.

Na Serra da Mantiqueira, pode haver formação de geada durante a madrugada e ao amanhecer.

A temperatura mínima entre as capitais da região será de 12°C em Belo Horizonte e a máxima de 31°C em Vitória.

Agência Brasil

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