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Esportes

Sonho do hexa chega ao fim: Brasil perde nos pênaltis para a Croácia

Após 1 a 1 na prorrogação, seleção é superada por 4 a 2

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Para ser hexacampeão era preciso não ser pela sexta vez eliminada na fase de quartas-de-final da Copa do Catar E a seleção de 2022 não conseguiu quebrar esse tabu. No estádio Cidade da Educação, na capital Doha, a maior parte dos 44 mil torcedores vestia amarelo. Mesmo que nem todos fossem brasileiros, a preferência era para que o Brasil voltasse a uma semifinal de Copa depois de oito anos. Mas, torcida não ganha jogo.

No primeiro tempo, a Seleção perdeu muito tempo estudando o adversário. Tanto que, só aos 20 minutos, em uma jogada individual de Neymar, o Brasil incomodou a defesa croata. O chute, no entanto, saiu fraco e no meio do gol. A lentidão caracterizou os 45 minutos iniciais e a boa marcação na intermediária dificultou a infiltração da Seleção. Para piorar, os croatas eram rápidos no contra-ataque, tentando sempre o cruzamento para Perisic.

Aos 41 minutos, Neymar cobrou uma falta com curva e, novamente, o goleiro Livakovic encaixou sem problemas. Era muito pouco.

Dessa forma, como se fosse um jogo de xadrez, o irritante empate em 0 a 0 foi mantido até o final do 1º tempo, sem que ninguém tivesse uma oportunidade clara de gol e, o mais preocupante para o Brasil, sem que o ponta Raphinha conseguisse aparecer na partida. Em cinco jogos nesta Copa, foi a quarta vez em que o placar em branco permaneceu durante os 45 minutos iniciais. As palavras de Tite e de Zlatko Dalic nos vestiários seriam decisivas para definir o vencedor.

Após o intervalo, aos dois minutos do 2º tempo, Richarlison, na pequena área, completou um cruzamento rasteiro e o goleiro Livakovic tirou com o pé. Aos 9 minutos, novamente, Livakovic impede um gol de Neymar com o pé direito. E, como era previsto, Tite tirou o inoperante Raphinha e colocou Antony; substituiu Vinícius Júnior por Rodrygo; e trocou Richarlison por Pedro.

Aos 20 minutos, mais uma chance desperdiçada: Paquetá brigou pela bola dentro da área e Livakovic colocou à corner. Aos 34 minutos, foi Paquetá quem chutou rasteiro e Livakovic encaixou firme. O Brasil não estava inspirado, mas as alterações melhoraram a equipe, embora não como Tite imaginava. Ou seja, tudo facilitava a marcação croata, especialmente a ausência de chutes de fora da área da Seleção. Por outro lado, era visível que os europeus empurravam a partida para a prorrogação.

O objetivo da Croácia foi alcançado. Mais meia hora de jogo (algo corriqueiro para a equipe de Zlatko Dalic, que também enfrentou prorrogação e pênaltis contra o Japão nas oitavas-de-final) e a partida continuou com a linha de ataque brasileira batendo no muro croata. Até que, aos 15 minutos do 1º tempo do tempo extra, Neymar fez tabelinha com Paquetá, recebeu na frente, driblou Livakovic e chutou no alto. Era o gol do Brasil! 1 a 0!

No 2º tempo da prorrogação, quem ficou com a posse de bola foi a Croácia. Afinal, seus jogadores precisavam atacar pela primeira vez no jogo inteiro. E não foi difícil para a vice-campeã empatar a partida. Em apenas 11 minutos eles chegaram ao gol: cruzamento rasteiro da esquerda, Petkovic chutou, a bola desviou em Marquinhos e tirou as chances de defesa de Alisson: 1 a 1. Vieram os pênaltis que eles tanto queriam.

Tite errou até mesmo na ordem dos pênaltis. Neymar, o melhor cobrador, foi colocado para bater apenas o quinto tiro e acabou nem sendo utilizado… Vlasic, Majer, Modric e Orsic fizeram quatro gols. O Brasil desperdiçou logo a primeira cobrança, com Rodrygo chutando nas mãos de Livakovic. Casemiro e Pedro ainda fizeram seus gols. Marquinhos bateu muito mal, acertando a trave. A Croácia conseguiu fazer o que sempre fez: eliminou mais uma seleção nos penais. Em 2018, bateu a Dinamarca e a Rússia dessa forma. Em 2022, deixou para trás o Japão e o Brasil. O hexa não veio, mas a sexta eliminação nas quartas-de-final foi consumada, assim como em 1954, 1986, 2006, 2010, 2018.

Nos pênaltis, a Croácia venceu por 4 a 2, gols de Vlasic, Majer, Modric e Orsi, contra um de Casemiro e outro de Pedro. Rodrygo e Marquinhos desperdiçaram suas cobranças

Ficha Técnica:

BRASIL 1 x 1 CROÁCIA

Local: Doha (Qatar)

Juiz: Michael Oliver (Inglaterra)

Público: 43.893

Brasil: Alisson, Danilo, Thiago Silva, Marquinhos e Éder Militão (Alex Sandro); Casemiro, Lucas Paquetá (Fred) e Neymar; Richarlison (Pedro), Raphinha (Antony) e Vinícius Júnior (Rodrygo). T: Tite.

Croácia:  Livakovic, Lovren, Sosa (Budimir), Gvardiol e Juranovic; Kovacic (Majer), Modric e Brozovic (Orsic); Perisic, Kramaric (Petkovic) e Pasalic (Vlasic). T: Zlatko Dalic.

Gols: Na prorrogação: No 1º tempo: Neymar (15). No 2º tempo: Petkovic (11).

Pênaltis:  Vlasic, Majer, Modric e Orsi marcaram para a Croácia.  Casemiro e Pedro converteram para o Brasil; e Rodrygo e Marquinhos desperdiçaram suas cobranças.

(Fonte: Agência Brasil. Foto:Reprodução)

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Esportes

Com disputas de vôlei e futsal, Jogos Abertos de Dourados começam nesta segunda-feira

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Disputas de voleibol acontecerão na quadra do complexo esportivo Jorjão. Foto: A. Frota

A Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes de Dourados (Funed), dá início nesta segunda-feira (24) aos Jogos Abertos de Dourados (JADs) 2026. A abertura das competições será marcada por partidas de futsal e vôlei, que acontecem simultaneamente, a partir das 19h, em dois espaços esportivos da cidade.

No Ginásio Municipal de Esportes Ulysses Guimarães, o futsal terá três confrontos na primeira rodada. Almeida Futsal enfrenta o Floriana Lopes; A.S. Maxwell encara o Pelotão F.C.; e UFD – União Futsal joga contra o AFC – Alvinegos.

As disputas de vôlei serão no Complexo Esportivo Jorge Antônio Salomão, o Jorjão. Pelo masculino, entram em quadra Skill Sub 19 e Águias Sub 21, além de SMB Green e Águias Master. No feminino, os confrontos serão entre Aquafil e Skill Sports e entre La Liga e Mercado ABC.

A edição 2026 dos Jogos Abertos de Dourados reforça o compromisso do município com o incentivo ao esporte, à integração e à promoção de atividades esportivas para diferentes públicos. A competição também movimenta os espaços esportivos da cidade e proporciona momentos de confraternização entre atletas, equipes e torcedores.

As partidas de futsal serão disputadas no Ginásio Municipal de Esportes. Foto: A. Frota

Com duas modalidades em disputa e jogos acontecendo simultaneamente em diferentes locais, a expectativa é de uma noite de muita competição e emoção para marcar o início dos JADs 2026. Além do vôlei e do futsal, a competição tem disputas de handebol, basquete e atletismo, todas nas modalidades as categorias masculino e feminino. A abertura dos JADs 2026 será transmitida e pode ser acompanhada por meio desse link: https://youtube.com/@elbioantunes7301?si=XpfNzBM9zcJ8yoCE

Ao todo, 67 equipes estão inscritas para participar do JADs 2026, que reúne atletas de Dourados e região nas cinco modalidades. Serão 15 equipes no futsal masculino e três no feminino; nove no voleibol masculino e nove no feminino; seis no handebol feminino e cinco no masculino; nove no basquetebol masculino e cinco no feminino. No atletismo, são seis equipes inscritas, considerando os naipes masculino e feminino.

Promovidos pela Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes de Dourados (Funed), os Jogos Abertos de Dourados integram o calendário esportivo do município e têm como objetivo incentivar a prática esportiva, promover a integração entre atletas e fortalecer as diferentes modalidades desenvolvidas em Dourados.

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Atletas de Campo Grande conquistam quatro medalhas no Chile

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Dois atletas de Campo Grande voltaram do Chile com quatro medalhas conquistadas em competições internacionais de Kickboxing. Beneficiados pelo Auxílio-Atleta da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), Silas Rafael e Bruna Marques integraram a Seleção Brasileira e competiram em torneios realizados neste mês.

Silas Rafael foi campeão na modalidade Light Contact e conquistou a medalha de bronze no Kick Light durante o Campeonato Pan-Americano de Kickboxing 2026, realizado entre os dias 12 e 16 de agosto. Já Bruna Marques foi vice-campeã e conquistou a prata no Light Contact, além do bronze no Kick Light, durante o Campeonato Sul-Americano, também disputado no Chile.

O resultado representa ainda uma evolução para Bruna, que havia conquistado a medalha de bronze no Campeonato Pan-Americano do ano passado.

Os atletas foram acompanhados pelo técnico Raphael Lubacheski, que também integrou a comissão técnica da Seleção Brasileira. Para ele, os resultados refletem a qualidade dos competidores de Campo Grande diante de adversários de diferentes países.

“Ficamos muito felizes e emocionados com essas conquistas. Foi um resultado muito importante, principalmente pelo nível da competição e pelo número de países participantes. Estavam presentes grandes potências do Kickboxing, como México, Estados Unidos, Chile, Argentina, Guatemala e demais países que têm muita força na modalidade. Conseguir um título Pan-Americano e um vice-campeonato Sul-Americano diante de adversários desse nível mostra a qualidade dos nossos atletas e o trabalho que vem sendo desenvolvido”, afirmou.

Silas Rafael ao lado do técnico Raphael Lubacheski, que também integrou a comissão técnica da Seleção Brasileira no Pan-Americano de Kickboxing 2026, no Chile.

Além das medalhas, a participação no Chile marcou o retorno dos atletas campo-grandenses a competições internacionais após convocações anteriores não serem concretizadas por falta de recursos.

“Foi uma alegria e uma responsabilidade muito grande representar Campo Grande. Nós tivemos outras convocações em anos anteriores, mas não conseguimos participar das competições por falta de apoio. Desta vez, graças ao apoio da Funesp, por meio do Auxílio-Atleta, conseguimos levar dois atletas para representar a nossa Capital. Isso mostra que temos atletas de alto nível na nossa cidade e que, quando existe oportunidade e apoio, conseguimos chegar ao topo das Américas”, ressaltou o técnico.

Por meio do Auxílio-Atleta, esportistas do município podem contar com suporte para despesas relacionadas à participação em competições, contribuindo para que tenham condições de representar Campo Grande em disputas estaduais, nacionais e internacionais.

Silas Rafael no pódio do Pan-Americano de Kickboxing 2026, no Chile.

Para Raphael, as conquistas também reforçam a necessidade de criar condições para que os atletas continuem participando de competições de alto nível.

“O que fica é a certeza de que temos atletas com potencial para chegar ainda mais longe. Precisamos apenas conseguir dar a eles as condições necessárias para que possam competir”, concluiu.

Mais do que os resultados conquistados nas competições, o desempenho dos atletas mostra como o incentivo ao esporte pode criar oportunidades e abrir novos caminhos para talentos locais.

#ParaTodosVeem: A imagem de capa mostra Bruna Marques, atleta de Campo Grande, vestindo moletom verde do Brasil e sorrindo segurando a medalha de prata no pódio do Campeonato Sul-Americano de Kickboxing, no Chile, ao lado de outras três competidoras.

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Maracanã será palco de abertura da Copa do Mundo Feminina de Futebol

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A seleção feminina do Brasil abrirá a Copa do Mundo do ano que vem no dia 24 de junho, no Maracanã. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (20) em evento na sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique (Suíça). O estádio do Rio de Janeiro também será sede da grande final, marcada para 25 de julho.

Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no Grupo A do Mundial. Após a estreia, as brasileiras voltam a campo no dia 29 de junho, desta vez na Neo Química Arena, em São Paulo. A campanha na primeira fase termina em 4 de julho, no Mané Garrincha, em Brasília. Os demais jogos da chave serão na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador (dois) e na Arena Pernambuco, em Recife.

Caso avance na liderança do grupo, a jornada rumo à final no Maracanã prevê jogos na Arena Castelão, em Fortaleza (oitavas de final), Mineirão, em Belo Horizonte (quartas) e novamente em São Paulo (semifinal). Se passar em segundo lugar, a caminhada do Brasil terá, na ordem: Mineirão (oitavas), Arena Castelão (quartas) e Maracanã (semi).

A Copa Feminina terá 64 jogos em oito cidades. A que terá mais partidas é São Paulo: dez, seguida por Rio e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre – que tem como estádio o Beira-Rio – e Recife (sete). O sorteio dos grupos será em dezembro deste ano, novamente na sede da Fifa.

A última vez que a seleção feminina do Brasil atuou no Maracanã foi pelas semifinais da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, contra a Suécia. Após um empate sem gols no tempo normal, as escandinavas ganharam nos pênaltis por 4 a 3. O time europeu era dirigido pela sueca Pia Sundhage, que, três anos depois, assumiu a Amarelinha.

A estreia das brasileiras no Maracanã ocorreu em 20 de julho de 2007, na fase de grupos dos Jogos Pan-Americanos do Rio, com goleada por 7 a 0 sobre o Canadá. Seis dias depois, o estádio presenciou a conquista da medalha de ouro pela seleção de Marta, Cristiane e Formiga em outra grande vitória: 6 a 0 sobre os Estados Unidos.

Nos bastidores, o Maracanã disputava com a Neo Química Arena o posto de sede da abertura. A casa do Corinthians, clube mais vitorioso da modalidade no país, recebeu sete jogos da seleção feminina desde a inauguração, em 2016. O último no último dia 6 de julho, quando o Brasil venceu o Estados Unidos por 2 a 1 em amistoso. O retrospecto no estádio é de seis triunfos (consecutivos) e uma derrota.

Lincoln Chaves – Repórter da EBC – São Paulo

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