Fim da poeira e da lama em dias de chuva. Assim os moradores do bairro Aero Rancho, em Campo Grande, comemoram a chegada do asfalto, em uma obra de R$ 11 milhões, que foi conduzida pelo Governo do Estado e teve apoio da União. Em três etapas a pavimentação e drenagem é prevista em mais de 20 ruas da região. O empreendimento chega na sua reta final.
Iniciada há dois anos atrás, a pavimentação e drenagem em diversas ruas do Aero Rancho se tornou uma das prioridades da gestão estadual, que entendeu a necessidade de levar infraestrutura de qualidade para estes moradores, que sofriam com lama, carros atolados e muita poeira durante o dia. Foram R$ 4,6 milhões apenas com recursos próprios para este empreendimento, que teve acréscimo de mais R$ 6,69 milhões do Governo Federal.
Entre as ruas contempladas no projeto estão a Lírio dos Campos, Bueno, Coimbra, Luzilândia, Ituverava, Nova Friburgo, Coetité, Carimbó, Mascates, Universal, Gruta do Maquiné, Rua do Príncipe, Galeão, Terezópolis, Afonso Arinos, Alagoinhas e Pedro de Alcântara, além das travessas Lions, Antônio José dos Santos, Santo Idelfonso, Baturité, Imperatriz, Inhapim e Urassanga.
Outras importantes vias urbanas do bairro também receberam recapeamento asfáltico neste projeto, entre elas as ruas da Divisão, Canutama e Taumaturgo. A restauração das vias contribuiu para mobilidade urbana e proporcionou mais segurança no tráfego local.
Nova realidade
Moradora do bairro há mais de 25 anos, Marilene da Conceição Bezerra comemorou as máquinas trabalhando em frente a sua casa, na Rua Galeão. Ela conta que já sofreu muito com barro, lama e poeira. “Este asfalto vai melhorar muito a nossa vida. Tivemos que lidar com muito barro e até carros atolados aqui na rua. Será outra realidade para todos”, descreveu.
Fátima Souza lembra que uma vez sua rua quase “virou um rio”, porque a águas da chuva no bairro desciam para o local. “Tinha um rio formado aqui na frente de casa, ninguém conseguia entrar e nem sair. Sofremos muito e agora seremos recompensados com este asfalto”. Ela só pede que seja instalado um “quebra-molas” para evitar os carros em alta velocidade.
Clodoaldo Pinheiro, que mora no bairro há 26 anos, disse que assim que terminar o asfalto em sua rua vai montar uma conveniência. “Vou investir aqui, porque agora teremos boas condições, sem barro, lama e água invadindo as casas. Foram muitos problemas. Agora é comemorar porque tudo será valorizado”.
Odair Corrêa também está satisfeito com o asfalto chegando na frente da sua residência. “Vai melhorar demais nossa situação, nós que chegamos aqui na região há 30 anos, agora teremos asfalto e o fim da poeira”.
A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.
“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.
A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.
“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.
Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.
“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”
O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado.
Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.
Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional
O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.
O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.
Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.
O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.
O Ministério do Trabalho e Emprego inicia, nesta quarta-feira (15), o pagamento do terceiro grupo de trabalhadores com direito ao abono salarial. Em nota, a pasta informou que serão pagos benefícios a um total de 4.272.981 trabalhadores nascidos em março e abril, com um desembolso de R$ 5,4 bilhões.
“O abono salarial será pago a 3.826.355 trabalhadores vinculados a empresas privadas cadastradas no Programa PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e a 446.626 trabalhadores servidores públicos vinculados ao Programa Pasep, por meio do Banco do Brasil”, destacou o comunicado.
O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2024. Em 2026, o calendário de pagamento do abono salarial teve início em 16 de fevereiro. Os valores, segundo a pasta, ficarão disponíveis aos trabalhadores até 30 de dezembro de 2026.
Têm direito ao abono salarial trabalhadores que atendem a critérios como:
estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;
ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até o valor de referência de R$ 2.766 de remuneração mensal no ano-base 2024;
ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;
ter seus dados do ano-base 2024 informados corretamente pelo empregador no eSocial.
Pagamento
O pagamento do abono salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta do trabalhador (corrente, poupança ou Conta Digital) ou por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.
Para o trabalhador não correntista, o pagamento será realizado por meio de canais como agências, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais disponibilizados pelo banco.
Já no Banco do Brasil, o pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária, transferência via TED ou Pix e presencialmente, nas agências de atendimento, para trabalhadores não correntistas e que não possuem chave Pix.
“Informações adicionais poderão ser obtidas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo telefone 158”, concluiu a pasta.