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Economia

Boletim econômico de Campo Grande apresenta crescimento do PIB na Capital

Mesmo com cenário desafiador, o número de empresas ativas (com fins lucrativos) teve aumento de mais de 11%

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A edição de agosto do Boletim Econômico de Campo Grande, elaborado pela Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro), traz informações positivas sobre o município. Para este ano, estimativas preliminares indicam que o PIB da Capital deve crescer, em termos reais, entre 4% e 5%, a depender das questões nacionais ou internacionais.

O aumento deste índice em relação aos 2,5% anteriormente estimado está relacionado com a melhora nas estimativas nacionais e com os dados positivos do primeiro semestre deste ano.

Nos últimos 12 meses, as atividades comerciais e de serviços de Mato Grosso do Sul vêm apresentando crescimento superior a 7,5%. A atividade econômica de Campo Grande é bastante impactada pelo Estado, já que o PIB de Campo Grande é responsável por quase 40% do montante estadual de comércio e serviços.

Cenário 

Mesmo com cenário desafiador, o número de empresas ativas (com fins lucrativos) teve aumento de mais de 11% entre 2020 e 2022 e superou as 115 mil. Este crescimento se refletiu na geração de novos postos de trabalho, que acumulam saldo superior a 28 mil no mesmo período. Nos primeiros sete meses de 2022, Campo Grande se posiciona em 10º lugar entre as capitais que mais aumentaram seu estoque de empregados com carteira assinada.

“Estes números positivos deixam claro o acerto das políticas públicas no município de Campo Grande na gestão da pandemia de Covid nos anos de 2020 e 2021” comentou Adelaido Vila, titular da Sidagro.

“Além de ter sido destaque em eficiência na vacinação de boa parte de sua população nos primeiros meses de campanha, Campo Grande conseguiu proteger empregos e empresas e hoje se destaca com boas perspectivas para os próximos meses”, acrescentou.

Considerando que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil registrou crescimento de 4,6% em 2021, em Campo Grande este índice se situou em um nível duas vezes maior considerando os dados disponíveis (o IBGE divulga os dados dos PIBs municipais com intervalo de 2 anos).

Para 2022, tendo em vista a estimativa de crescimento de 2,10% para a economia nacional conforme Boletim Focus do Banco Central, Campo Grande irá se destacar novamente com um crescimento econômico mais robusto demonstrando estar preparada para novos desafios, criando novas oportunidades e se posicionando como a próxima capital brasileira a superar a marca de 1 milhão de habitantes.

“Os números que vêm sendo apresentados em 2022 demonstram que a atividade econômica de Campo Grande vem crescendo de forma consistente, o que se reflete na geração de novos postos de trabalho e de novas empresas. Desde o pico da pandemia de COVID-19 em julho de 2020, Campo Grande já criou mais de 28 mil novos postos de trabalho (destes, quase 10 mil apenas neste ano), além de 12 mil novas empresas. A atividade econômica aquecida e as boas perspectivas para o agronegócio também têm levado Campo Grande a bater recordes mensais em seu comércio internacional”, destacou José Eduardo Corrêa dos Santos, superintendente de Fomento à Indústria, Comércio, Serviços e Comércio Exterior da Sidagro.

Espaço internacional 

No dia 30 de agosto, a Prefeitura inaugurou o CGR BUSINESS SPACE – Espaço Internacional de Negócios de Campo Grande, tendo como finalidade consolidar a Capital como porta de entrada para o mercado latino-americano e também hub regional de produtos e serviços, por meio de uma extensa rede de oportunidades de negócios com empresas nacionais e internacionais, potenciais parceiros de comércio, fornecedores e autoridades. A função do CGR Business Space é fornecer apoio para o empresariado local e ser o ponto focal na geração de negócios internacionais.

https://prefcg-repositorio.campogrande.ms.gov.br/wp-cdn/uploads/sites/20/2022/08/revista_boletim_ecnomica_cg_-_agosto-prefcg-1661976301.pdf

 

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

Economia

Receita abre consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Cerca de 415 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão restituição. Às 10h desta quinta-feira (23), a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de abril. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 415.277 contribuintes receberão R$ 592,2 milhões. Desse total, R$ 256,8 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  •    334.614 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  •    32.231 contribuintes sem prioridade;
  •    28.572 contribuintes de 60 a 79 anos;
  •    10.521 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  •    4.731 contribuintes acima de 80 anos;
  •    4.608 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

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Pagamento

O pagamento será feito em 30 de abril, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição? 

A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.

“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.

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Despesas com educação e saúde

Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.

O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas.

Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.

Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.

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A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.

“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.

Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.

“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”

O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado. 

Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.

Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional

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Economia

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

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Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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