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Economia

Novos tempos e novas conexões: Pandemia fez crescer o número de usuários de Internet

Evento abordará o tema com especialistas do setor de todo o País; Epims acontece em novembro, em Campo Grande

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Novos tempos, novos hábitos. A pandemia de Covid-19, iniciada em 2020, alterou completamente a rotina da população mundial e a Internet se tornou uma das principais – ou a principal ferramenta de comunicação entre as pessoas.

Além disso, o modo de trabalhar também se adequou à nova realidade, já que o trabalho remoto, aquele realizado em casa, seria praticamente impossível sem a conexão.

Segundo a Pesquisa TIC Domicílios, divulgada em junho deste ano, 81% da população brasileira acessou a Internet em 2021 – segundo ano da pandemia. Este percentual aponta crescimento de sete pontos em número de usuários, comparado a 2019, quanto 74% da população brasileira acessou o universo virtual.

Entre as regiões onde mais houve acesso, o Centro-Oeste, Sul e Norte foram as que registraram maior número de pessoas conectadas. E deste total, 70% dos usuários realizou pesquisas ou buscou informações sobre serviços públicos e cerca de 45%, realizou compras ou adquiriu serviços.

O acesso à Internet só é possível graças aos provedores de Internet – empresas que atuam no segmento para que a população tenha o sinal para se conectar. Em Mato Grosso do Sul, a APIMS (Associação de provedores de Internet de MS), desenvolve importante trabalho para que todas as regiões seja bairro, área rural, Capital ou interior, conte com serviços de qualidade.

“Enquanto muitas áreas e segmentos paralisaram ou reduziram suas atividades durante a pandemia, os provedores de internet enfrentaram uma nova realidade, com uma demanda maior de usuários e logo, um volume muito maior de pontos instalados. No período, no Brasil, o crescimento foi de 25%, segundo dados do IBGE,  Mato Grosso do Sul é o quinto estado com maior número de internautas, em 2017 74,6% das residências no estado já tinham acesso a internet, hoje, de acordo com indicadores da Agência Brasil de 2021,  estima-se que esse número esteja muito próximo a 85% com algum tipo de conexão”, esclarece o presidente da APIMS, Dario Burda Junior.

Segundo o presidente, essa nova realidade deve permanecer, já que muitas empresas e entidades aderiram ao ‘Home Office’ e a compra on-line se mostrou forte.

“O que vemos hoje é uma nova realidade, onde o virtual se fortaleceu, mostrando muito além do entretenimento, a Internet possibilita um universo de possibilidades e serviços e o tema merece atenção, já que o fortalecimento do virtual é um novo conceito de vida”, pontua.

EPIMS 2022 – para discutir e fomentar o mercado da Internet em Mato Grosso do Sul, a APIMS realiza nos dias 9 e 10 de novembro de 2022, a segunda edição do EPIMS (Encontro de Provedores de Internet de MS). Maior e muito mais estruturado, o EPIMS 2022 acontece em Campo Grande (MS), com cerca de 50 expositores representando as melhores e mais creditadas marcas do segmento tecnológico do País. Com expectativa de 1 mil participantes, palestrantes renomados integram a programação do evento que nesta edição traz o tema: Consumo, Mercado e Crescimento do Setor, que traz a nova perspectiva da atuação dos provedores de Internet no Brasil, sua importância e o quanto o novo mercado trouxe novas oportunidades e impulsionou grandes mudanças para quem atua no segmento.

Saiba mais em: https://epims.com.br e @apimsoficial

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Economia

CMN amplia incentivo nacional em linha de crédito do FAT para inovação

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um mês após elevar o percentual de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamentos a projetos de inovação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o incentivo à produção nacional nas linhas de crédito indexadas pela Taxa Referencial (TR).

Em reunião nessa quinta-feira (23), o CMN fez ajustes nos critérios de escolha para os financiamentos à inovação e à digitalização com os recursos do FAT remunerados pela TR, atualmente entre 0,16% e 0,17% ao mês, equivalente a pouco mais de 2% ao ano. O fundo repassa esses recursos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que opera os financiamentos.

A mudança permite dar prioridade à compra de equipamentos de informática e automação desenvolvidos com tecnologia nacional. Ao mesmo tempo, não impede que também sejam utilizados recursos para financiar bens produzidos no país que sigam o chamado Processo Produtivo Básico (PPB), que estabelece regras mínimas de fabricação local.

Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que a nova regra amplia o incentivo à produção nacional sem excluir outras opções já existentes. O governo ressalta que a medida não terá impacto fiscal, uma vez que os recursos vêm do FAT constitucional, já previstos em lei, sem envolver despesas primárias da União.

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Urgência

Segundo o ministério, por causa da urgência do tema, a resolução do CMN passa a valer imediatamente após sua publicação. A intenção, explicou a pasta, é evitar impactos negativos no curto prazo, especialmente para empresas que dependem desse tipo de financiamento com recursos do FAT.

Criado pela Constituição de 1988, o FAT tem três finalidades: servir de fonte de recursos para o BNDES, financiar o abono salarial e o seguro-desemprego e oferecer cursos de qualificação profissional.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também tem a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento, Bruno Moretti.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Receita abre consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Cerca de 415 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão restituição. Às 10h desta quinta-feira (23), a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de abril. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 415.277 contribuintes receberão R$ 592,2 milhões. Desse total, R$ 256,8 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  •    334.614 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  •    32.231 contribuintes sem prioridade;
  •    28.572 contribuintes de 60 a 79 anos;
  •    10.521 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  •    4.731 contribuintes acima de 80 anos;
  •    4.608 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

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Pagamento

O pagamento será feito em 30 de abril, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição? 

A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.

“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.

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Despesas com educação e saúde

Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.

O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas.

Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.

Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.

>> Confira no Tira-Dúvidas do IR 2026

A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.

“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.

Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.

“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”

O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado. 

Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.

Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional

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