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Economia

Mais barato e seguro: GNV é opção viável à gasolina, vilã na alta da inflação 

Em média, motorista gasta R$ 60 no posto para rodar até 200 km  

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A divulgação do IPCA do mês de maio – que registrou a maior alta desde 1996, ficando em 0,83% – mostrou que a gasolina teve grande impacto nesse aumento, com alta de 2,87%.  Apenas em 2021, este combustível subiu 24,7% e acumula elevação de 45,8% nos últimos 12 meses, motivo para preocupação para motoristas de todo o país. Abastecer o carro tem se tornado mais caro e dispendioso, e neste cenário o GNV (Gás Natural Veicular) se apresenta como uma opção mais viável e econômica.

Além de ter um preço mais baixo do que as outras alternativas, sua economia é justificada pelo seu alto rendimento em relação aos combustíveis líquidos, como etanol e gasolina. Basta colocar na ponta do lápis, considerando os preços de maio, divulgados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), enquanto um veículo na média consome 10 km por litro de gasolina, ou 7 km por litro de etanol, no GNV esse rendimento é de 14 km por metro cúbico, ou seja, o GNV rende o dobro do etanol e 40% a mais que a gasolina.

“Para percorrer uma distância de 200 quilômetros, um motorista precisaria desembolsar R$111 de gasolina ou R$118 de álcool. Caso ele utilize GNV, essa quantia cai para R$60 reais”, pontua Rui Pires dos Santos, diretor-presidente da MSGÁS, a companhia responsável pela distribuição de gás natural em Mato Grosso do Sul.

Vale a pena? – Para utilizar o GNV, o usuário precisa levar em conta a quantidade de quilômetros percorridos, pois existe o investimento da conversão, que custa em média R$ 5220. “Se considerarmos que as conversões podem ser parceladas em 12 meses, atualmente um usuário que percorre 57 quilômetros por dia ou 1.710 km/mês, consegue pagar a conversão com a própria economia no combustível neste período”, explica.

Outro cálculo que pode ser feito e levado em conta, principalmente por motoristas de aplicativo, por exemplo, é o seguinte: um carro que roda 2.000 quilômetros por mês, em três anos, terá uma economia de cerca de R$ 13 mil em seu orçamento, isso já debitando o valor investido na conversão (R$ 5.220). Se a distância saltar para 4.000 quilômetros por mês, durante o mesmo período, a economia é de R$ 31.577,00, também com o valor investido na conversão incluído.

Além disso, o gás natural traz muitas vantagens para quem o escolhe. Além de sentir a diferença no bolso, o consumidor pode ter a certeza de estar utilizando um combustível moderno e menos nocivo ao meio ambiente. Ele é uma fonte de energia limpa, reduz em mais de 50% a emissão de CO2 durante a queima e tem aproveitamento total, emitindo menos poluentes na atmosfera.

As vantagens do GNV ainda vão além. Ele ajuda até mesmo na durabilidade de algumas peças do carro. O item mais beneficiado é a injeção. Isso porque, ao contrário da gasolina ou do etanol, o gás natural não deixa resíduos nos bicos injetores, o que aumenta sua performance e vida útil. O óleo lubrificante também dura mais, por conta dessa “ausência de resíduos” no motor e, para completar, o escapamento também dura mais tempo, pois o GNV não deixa acúmulo de água no cano, como fazem os outros combustíveis.

Outro ponto extremamente vantajoso é no que diz respeito à distribuição. O abastecimento de gás natural é contínuo, por isso, não há riscos de falta do combustível, por exemplo.

No site do INMETRO é possível conferir quais são as oficinas autorizadas a realizar conversão de veículos para o uso do gás natural veicular e, ainda, há uma área no site da MSGÁS onde é possível simular a economia que pode-se obter ao utilizar o gás, tanto para motoristas, quanto para comércios e indústrias. Basta acessar https://www.msgas.com.br/segmentos/veicular/simulador . (Com assessoria. Foto: Reprodução)

 

Economia

Prefeitura entrega Casa do Mel e garante autonomia para apicultores de Naviraí

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Agroindústria Municipal moderna viabiliza certificação sanitária e amplia as portas dos mercados para o mel de Naviraí.

A Prefeitura de Naviraí, por meio da Gerência de Desenvolvimento Econômico, entregou nesta terça-feira (14/07) a Agroindústria Municipal “Casa do Mel”. O evento reuniu apicultores, familiares, lideranças e autoridades para acompanhar a entrega desse projeto que atende a uma antiga demanda do setor, beneficiando diretamente a Associação dos Produtores de Mel de Naviraí (Apimel).

A unidade, que funcionará sob a coordenação da associação, foi projetada para processar cerca de 12 toneladas de mel por ano. O projeto passa a operar com equipamentos novos, permitindo que a associação concentre as etapas de beneficiamento e melhore a padronização e a valorização do produto local. A entrega realizada pela gestão municipal abre caminho para a futura obtenção da certificação sanitária estadual, gerando a real possibilidade de o mel de Naviraí acessar mercados maiores e ampliar a comercialização e a renda das famílias da agricultura familiar.

O prefeito Rodrigo Sacuno, acompanhado da primeira-dama Naiza Capucci Sacuno, de apicultores locais, do pioneiro homenageado, Sr. Ítalo Cândido, do representante da Apimel, João do Mel, e do ex-vereador Jaime Dutra, reforçou o compromisso de transformar a realidade das famílias de Naviraí: “Uma gestão realizada com trabalho, dedicação e transparência traz entregas reais para as famílias do município. É uma satisfação entregar esta Casa do Mel e todo esse maquinário moderno ao lado de pessoas que lutaram por isso há tantos anos. Enquanto alguns tentam desconstruir, nós trabalhamos com seriedade, dedicação e entregas reais que valorizam de verdade a agricultura familiar. Sozinho ninguém constrói nada. Esta entrega conjunta com a Câmara de Vereadores e com a nossa Gerência de Desenvolvimento é a prova de que o nosso compromisso é com o desenvolvimento de Naviraí e com quem quer produzir”, falou o prefeito.

Os equipamentos foram adquiridos pela prefeitura com apoio da Câmara de Vereadores por meio da Lei Municipal nº 1.925/2015. A parceria ágil entre o Executivo e o Legislativo permitiu a rápida destinação dos recursos diretamente para a compra do maquinário, eliminando as burocracias tradicionais. Durante o ato, o gerente de Desenvolvimento Econômico, José Uemura (Mano), destacou a importância de apoiar quem quer produzir, lembrando que a regularização gera oportunidades: “Naviraí está vivendo um momento de conquistas importantes, acabamos de viabilizar a produção do complexo avícola, e agora, a Casa do Mel é mais um fruto desse trabalho que vem sendo realizado. Esta entrega vai gerar receitas, trazer legalidade e agregar valor ao mel do município”, destacou Mano.

O destaque do evento foi o depoimento do pioneiro e apicultor Sr. Ítalo Cândido, de 90 anos. Ele ressaltou a realidade histórica de quem trabalhou no campo e a importância de valorizar o produto local: “Agradeço a Deus e agradeço ao poder público por trazer esse benefício aos apicultores que lutam há tanto tempo. Ninguém calcula o trabalho e a luta que é encarar abelhas ferozes na mata, enfrentando os perigos sozinho. E passar dificuldade porque, muitas vezes, o mel não podia ser vendido de forma legalizada. Esta Casa do Mel vai trazer para nós uma condição de vida muito acima da que vivemos até hoje”, declarou o pioneiro.

Também prestigiaram a entrega a vice-prefeita Telma Minari e o presidente da Câmara, Daniel Moretto, acompanhado das vereadoras Rosângela Sofa e Sara Castelão, e dos vereadores Murilo Matos, Regivan Moraes, Ederson Dutra, Bruno Liuti, Brendo Caique, Rick e Josias de Carvalho. Marcaram presença, ainda, a coordenadora regional da Agraer, Alessandra Afonseca, o diretor da UFMS (Campus Naviraí), Daniel Henrique Lopes, o gerente regional da Sanesul, Marcelo Pierre e o Analista Territorial do Sebrae Regional Sul, Luiz Cavalcante.

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Economia

Lote especial de restituição do IRPF começa a ser pago nesta quarta

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© Bruno Peres/Agência Brasil

A Receita Federal começará a pagar o lote especial de restituição automática do imposto de renda para pessoa física (IRPF), a partir desta quarta-feira (15). Segundo o Ministério da Fazenda, a estimativa é de aproximadamente 3,5 milhões de contribuintes recebam cerca de R$ 460 milhões em restituições.

A consulta sobre essa restituição (também conhecida por cashback) pode ser feita por meio do portal da Receita Federal no link Meu Imposto de Renda ou pelo aplicativo Receita Federal.

O dinheiro será creditado diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte.

“Têm direito à restituição os contribuintes que não entregaram a declaração de IRPF em 2025 por não estarem obrigados, mas que apuraram valores que os credenciaram para restituição durante o ano de 2024”, informou a Fazenda.

A partir de informações já disponibilizadas à Receita, foi possível, mesmo sem qualquer ação prévia do contribuinte, gerar declarações de receita simplificada que identificaram os valores a serem restituídos.

Os contribuintes contemplados também poderão acessar a declaração gerada automaticamente para conferir dados, incluir informações e fazer ajustes, se necessário.

Para receber o valor, o contribuinte deve atender aos seguintes requisitos:

  • Não estar obrigado a declarar o IRPF de 2025;
  • Não ter enviado declaração por conta própria;
  • Ter tido imposto retido na fonte em 2024;
  • Ter direito a restituição de até R$ 1 mil;
  • Estar com o CPF regular e possuir chave Pix vinculada ao CPF.

O lote especial tem cronograma próprio e não faz parte do calendário regular de restituições do IRPF 2026. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho.

A Receita orienta os contribuintes a utilizarem apenas os canais oficiais para consultas e acompanhamento do processo.

Diferença em relação aos lotes regulares

A Receita Federal esclarece que este lote especial de restituição automática “não integra o calendário regular de restituições do IRPF 2026, que seguem seu calendário previsto”.

Trata-se de um lote com cronograma próprio, destinado a contribuintes que não apresentaram declaração.

“Os lotes regulares continuam sendo pagos normalmente aos contribuintes que entregaram a declaração dentro do prazo legal. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho”, informou a Receita.

Pedro Peduzzi

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Economia

IBGE prevê safra de 347,4 milhões de toneladas para 2026

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© CNA/Wenderson Araujo/Trilux

A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano é de 347,4 milhões de toneladas.

O volume é 0,4% maior do que a do a colheita ano passado, o que representa mais de 1,3 milhão de toneladas a mais do que a de 2025, que foi de 346,1 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14).

Segundo o IBGE, a área a ser colhida é de 83,2 milhões de hectares, com aumento de 1,6 milhão de hectares frente a 2025, um crescimento de 1,9%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou declínio de 60.985 hectares (-0,1%).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,8 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 136,5 milhões de toneladas (29,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 106,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas; a do trigo, em 6,6 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço), em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 5,6 milhões de toneladas.

Entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição, de acordo com o estudo: Centro-Oeste, 172,4 milhões de toneladas (49,6%); Sul, 92,4 milhões de toneladas (26,5%); Sudeste, 30,8 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,6%) e Norte, 22,2 milhões de toneladas (6,4%).

Na produção pelas unidades da federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,3%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,3% do total.

Agência Brasil

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