Plano Safra
Por sua vez, o Boletim Econômico de Crédito Rural da Aprosoja/MS, com base nos dados do Banco Central, aponta que a utilização dos recursos do Plano Safra 22/23 acumulou 2,2 bilhões em agosto.
Esse percentual representa um aumento de 41% se comparado com o mesmo período do ano anterior. A contratação de crédito é, principalmente, para custear a produção, com o total de R$ 1,7 bilhão, aumento de 64% em relação a agosto passado.
O presidente da associação, André Dobashi explica que os produtores tiveram que recorrer ao crédito de maneira mais rápida este ano por conta dos prejuízos causados pela quebra de duas safras.
“A tendência é uma utilização maior e mais rápida dos recursos no ano de 2022, devido à quebra de duas safras seguidas de soja e de milho, o que reduziu a disponibilidade de capital próprio e aumentou a busca pelo crédito rural para custeio dos insumos necessários para implantação das lavouras”.
Do total de valor emprestado para custeio, 1,2 bilhão foram destinados para atividades agrícolas, o que representa 76% do montante, com destino 65% para cultura da soja e 30% para o milho. A pecuária utilizou 477 milhões, que representam 24% do total.
A principal fonte de crédito foram os bancos públicos, que liberaram 73% dos recursos. Já os bancos privados e as cooperativas são responsáveis por 12% e 15% dos créditos, respectivamente.
No Brasil, o mês de agosto fechou com utilização de R$ 38 bilhões, dos R$ 340 bilhões disponibilizados para crédito agropecuário.