Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na sexta-feira (23/2) apontam que Dourados tem 5,56% da população morando em apartamento, o equivalente a 13,5 mil habitantes.
Os números fazem parte da coleta de informações realizada durante o Censo 2022, encerrado no ano passado.
O município está em plena expansão vertical com a construção de edifícios em várias regiões, o que vem ampliando a oferta à população.
Apesar do boom aparente diante da quantidade de obras espalhadas pela cidade, Dourados é a terceira do Estado em ocupação desse tipo de moradia. De acordo com o IBGE, Campo Grande, com 9,45% e Três Lagoas, apresentando 6,26%, aparecem na frente.
Já em Mato Grosso do Sul, a proporção de pessoas residindo em apartamentos aumentou entre 2010 e 2022, saltando de 2,48% para 4,38%.
De acordo com Bruno Perez, analista da pesquisa realizada pelo Instituto, o aumento de procura por esse tipo de imóvel é expressivo e nacional, sendo registrado em todas as regiões do país, embora seja mais típico dos grandes centros urbanos.
“Essa verticalização é uma resposta ao adensamento da população dos municípios, principalmente nas áreas de região metropolitana e nos centros das cidades maiores”, disse.
Casas
Predominante no Estado, a quantidade de pessoas residindo em casas faz de Mato Grosso do Sul o quinto maior índice do país. Em 2022, conforme os dados do IBGE, de 979.669 domicílios particulares permanentes, havia 889.419 casas ocupadas, nas quais moravam 2,52 milhões de pessoas.
“Entre as unidades da federação (UF), MS teve a 5º maior proporção da população residindo em domicílios do tipo “casa” (92,41%), sendo a maior proporção no Piauí (95,59%) e a menor foi no Distrito Federal (66,14%), que por sua vez, liderava o ranking de percentual da população residindo em apartamentos (28,72%), enquanto o Tocantins (2,53%) teve a menor proporção no quesito. MS teve o 6º menor percentual de pessoas residindo em apartamentos (4,38%)”, relata o Instituto.
Mato Grosso do Sul teve a 8ª maior ocorrência de domicílios do tipo casa de vila ou em condomínio (3,05%).
As demais categorias são residuais. Um grupo de 3.431 pessoas (0,1% da população) residia em domicílios do tipo “habitação em casa de cômodos ou cortiço”. As outras duas categorias abrigavam menos de 0,1% da população: “habitação indígena sem paredes ou maloca”, com 245 pessoas, e “estrutura residencial permanente degradada ou inacabada”, com 804 pessoas.
(Fonte: douradosnews. Foto:Reprodução)