Saúde

COE aponta que houve 8.655 notificações de Chikungunya com 3.948 confirmações

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Presença do mosquito Aedes aegypti em Dourados ainda é preocupante e agentes de endemias trabalham para conter os focos nos bairros e aldeias. Foto: A. Frota

Números divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para estruturar o enfrentamento à Chikungunya nas aldeias e no perímetro urbano do município, apontam que a situação epidemiológica em Dourados ainda é preocupante. Até o momento foram registradas 8.655 notificações da doença, com 5.146 casos prováveis, 3.509 casos confirmados e 3.948 casos confirmados. A taxa de positividade dos casos notificados está em 52,9%, o que revela a circulação intensa do vírus tanto no perímetro urbano quanto na Reserva Indígena de Dourados.

A partir desta semana, o Informe Epidemiológico que estava sendo distribuído todos os dias para as equipes de saúde e veículos de comunicação, passará a ser emitido 3 vezes por semana, sempre às segundas, quartas e sextas-feiras. A medida ocorre diante da necessidade de apuração mais detalhadas das notificações e da necessidade de se alimentar os dados nacionais com os números da epidemia em Dourados.

O Informe Epidemiológico desta segunda-feira (18) aponta que o panorama da doença na população indígena de Dourados segue preocupante com 3.189 casos notificados, 2.420 casos prováveis, 2.121 casos confirmados, 769 casos descartados e outros 299 casos em investigação. “A curva de positividade da Chikungunya em Dourados ainda se mantém em níveis elevados, permanecendo  entre aproximadamente 52% e 57% ao longo dos últimos 17 dias, o que indica intensa circulação viral”, alerta trecho do Informe.

De acordo com o documento, “ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa. A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso. Organismos internacionais como a World Health Organization indicam que taxas acima de 5% já sugerem transmissão não controlada, reforçando que os níveis observados no município são extremamente altos e compatíveis com cenário epidêmico.

Por outro lado, indicadores apontam que apesar da alta circulação do vírus as complicações pela doenças estão recuando, tanto que Dourados, que já teve 52 pacientes internados com Chikungunya na fase aguda da epidemia, tem nesta segunda-feira (18) exatos 28 leitos ocupados por pacientes com a doença.

Detalhe importante é que pela primeira vez o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá) não tem nenhum paciente internado com Chikungunya desde o início da epidemia. Os internados estão no Hospital Universitário HU-UFGD, com 19 leitos; Hospital Regional de Dourados, com 1 ocupado; Hospital Unimed com 2 internações; Hospital da Vida, com 3 internados e Hospital Evangélico Mackenzie, com outros 3 leitos ocupados.

Em relação aos óbitos, há 11 casos confirmados e 3 em investigação. Entre os óbitos confirmados, 9 ocorreram em indígenas e 2 em não indígena. Quanto aos óbitos em investigação, os casos envolvem 1 criança indígena de 12 anos; 1 idoso não indígena de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; 1 homem de 50 anos que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA em 27/04/2026.

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